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INTRODUÇÃO: O tumor edematoso de Pott (PPT) é um abscesso subperiosteal com empiema extradural resultante de complicação da rinossinusite ou traumas que se manifestam clinicamente como um edema frontal bem delimitado. É raro desde o advento da antibioticoterapia moderna, mas com riscos de sequelas intracranianas se subdiagnosticado. RELATO DE CASO: Sexo feminino, 6 anos, iniciou quadro de febre, cefaleia e edema de face. Dez dias após, deu entrada ao hospital local, devido à trauma com impacto na região occipital. A Tomografia Computadorizada de crânio evidenciou sinusite, iniciando o tratamento com Amoxicilina e Clavulanato por 10 dias, com melhora do quadro. Retornou ao serviço 16 dias após, com quadro de febre, cefaleia e edema de fronte, foi internada e iniciou tratamento com Ceftriaxona, Oxaxiclina e Metronidazol. Ao exame físico, destacou-se uma tumoração amolecida na região frontal da face. A TC de crânio e face evidenciou sinusopatia maxilo etmoidal bilateral, sinusopatia frontal bilateral, erosão das partes ósseas anterior e posterior, com formação de coleção subcutânea anterior e coleções epidurais frontal à direita e esquerda. Foi referenciada. O parecer da neurocirurgia pediátrica relatou a necessidade de antibioticoterapia prolongada, Clindamicina e Ceftriaxona, sem indicação de intervenção cirúrgica. A Ressonância Magnética, mostrou preenchimento dos seios frontais e sinais de erosão das tábuas ósseas, evidenciando coleção em partes moles extracranianas na região mediana, o que determina o abaulamento da superfície cutânea local, medindo cerca de 3,2x 1,9x 2,5 cm, apresentando restrição a sequência de difusão, o que sugere componente infeccioso em associação a acometimento inflamatório ósseo e possível osteomielite. Evoluiu com regressão da tumefação em fronte e sem sintomas. Permaneceu internada para administração de antibiótico intravenoso, sendo realizada conduta expectante com acompanhamento da neurocirurgia pediátrica mensalmente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Como no caso supracitado, a literatura mostra que a antibioticoterapia precoce para rinossinusite aguda pode não evitar complicações. Mas, o manejo com o alto grau de suspeição e diagnóstico precoce, galgando encaminhamentos apropriados, tratamento do PPT com internação hospitalar, uso endovenoso de antibióticos de amplo espectro ou abordagem cirúrgica, são imperativos para diminuição da morbimortalidade.
ReferênciasAguiar DM, Pessoa FS, Cavalcante MNS. Mal de Pott: Relato de caso. Resid Pediatr. 2019;9(2):167-169 DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n2-16 Koltsidopoulos P, Papageorgiou E, Skoulakis C. Pott's puffy tumor in children: A review of the literature. Laryngoscope. 2020 Jan;130(1):225-231. doi: 10.1002/lary.27757. Epub 2018 Dec 20. PMID: 30570150. Stoddard TJ, Tung P, Kelly MN. Pott's Puffy Tumor: A Case Report. J Pediatr Health Care. 2019 Sep-Oct;33(5):585-588. doi: 10.1016/j.pedhc.2019.05.005. Epub 2019 Jun 26. PMID: 31253453. Costa L, Leal LM, Vales F, Tumor inchado de Santos M. Pott: complicação rara de sinusite. Braz J Otorhinolaryngol. 2016http://dx.doi.org/10.1016/j.bjorl.2016.08.005 Phillip T. Suwan, Suvarna Mogal, Subhash Chaudhary, "Pott’s Puffy Tumor: An Uncommon Clinical Entity", Case Reports in Pediatrics, vol. 2012, Article ID 386104, 4 pages, 2012. https://doi.org/10.1155/2012/386104
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