PROLAPSO GENITAL FEMININO: ANÁLISE DO PERFIL DE INTERNAÇÕES NO ESTADO DO PIAUÍ ENTRE OS ANOS DE 2015 E 2019

Vol 1, 2021 - 139420
E-pôster
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

INTRODUÇÃO: O prolapso genital consiste na descida de estruturas pélvicas as quais podem ser paredes vaginais, útero e cúpula vaginal em pacientes que foram submetidas à histerectomia. Alguns fatores de risco são: parto por via vaginal, sobretudo em mães acima dos 40 anos, uso de fórceps e multiparidade. Esta morbidade afeta negativamente a qualidade de vida das mulheres e algumas vezes manifesta-se associada a distúrbios urinários. O diagnóstico pode ser realizado no exame clínico por meio da manobra de Valsalva e o tratamento clínico ou cirúrgico, a depender do estadiamento do prolapso e dos sintomas gerais da mulher. OBJETIVO: Analisar o perfil de internações por prolapso genital feminino no Piauí entre os anos de 2015 e 2019. MÉTODOS: Estudo epidemiológico descritivo, cujos dados foram obtidos por meio da base de dados acerca da Morbidade Hospitalar disponibilizada pelo DATA-SUS/e-SUS, com banco de domínio público. Foram consideradas as variáveis faixa etária, caráter de atendimento e gastos hospitalares das pacientes internadas por prolapso genital feminino no Piauí no intervalo de tempo considerado. A partir dos resultados foram construídos gráficos no Microsoft Excel. RESULTADOS: Ocorreram 3589 internações por prolapso genital feminino no Piauí, correspondente a 0,64?s causas de internações em mulheres a partir dos 10 anos de idade. Com relação à faixa etária, 10,6% ocorreram com mulheres de 10 a 29 anos, 35,76?30a49, 37,9?50a69e15,9% com 70 ou mais anos. Quanto ao caráter de atendimento 86,06% foram de caráter eletivo e 13,93% urgente. Acerca dos gastos hospitalares, do total investido em mulheres a partir dos 10 anos de idade, 0,33% ocorreram devido ao prolapso genital. CONCLUSÃO: Apesar do quadro ocorrer com maior frequência em mulheres com idade avançada, houve registros entre 10 e 14 anos, o que pode ser decorrente de diagnóstico equivocado. O maior número de internações se concentrou dos 30 aos 69 anos, o que pode ser explicado pelo aumento da frequência de prolapso genital feminino conforme envelhecimento. A maior parte das internações foi de caráter eletivo, provavelmente pelo fato de a cirurgia não desencadear, na maioria dos casos, complicações agudas graves. Com relação aos gastos hospitalares, faz-se necessário a compreensão de que é necessário um treinamento adequado para o correto manejo das pacientes, com o intuito de evitar procedimentos desnecessários e reduzir o desperdício de recursos.

Referências

1. BARROS, Cristiane Regina, et al. Tratamento conservador de prolapso de órgão pélvico com pessário: revisão de literatura. Revista de Medicina, v. 97, n. 2, p. 154, 2018. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/142231 2. BRASIL, Ministério da Saúde. Banco de dados do Sistema Único de Saúde - DATASUS. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/ 3. BRITO, Luiz Gustavo; CASTRO, Edilson Benedito; JULIATO, Cassia Raquel T. Prolapso dos órgãos pélvicos. FEMINA, v. 47, n. 1, p. 42–47, 2019. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2019/12/1046488/femina-2019-471-42-4… 4. KAYEMBE, Antoine Tshimbundu, et al. Genital prolapse: epidemiology, clinic and therapeutic at Saint Joseph hospital of Kinshasa. Pan African Medical Journal, v. 37, 2020. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7813651/

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Delta do Parnaíba
Eixo Temático
  • GO/MASTOLOGIA
Palavras-chave
Saúde da Mulher
Prolapso de Órgão Pélvico
Procedimentos Cirúrgicos em Ginecologia