POTENCIAL MUTAGÊNICO DA KAVAÍNA EM CAMUNDONGOS (MUS MUSCULUS L.)

Vol 1, 2021 - 139506
Tema livre oral
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Resumo

INTRODUÇÃO: A kavaína é uma das kavalactonas presentes em maior quantidade no extrato de Piper methysticum, popularmente conhecida como Kava. As atividades farmacológicas da kavaína mostram propriedades anticonvulsivas, psicotrópicas, analgésicas, ansiolíticas, antiepilépticos e antitrombóticas. Além disso, a capacidade antioxidante da molécula tem um potencial efeito quimioprotetor ao DNA. OBJETIVOS: Analisar o efeito mutagênico da kavaína em camundongos (Mus musculus L.) pelo teste do Micronúcleo (MN). MÉTODOS: O trabalho foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA- UESPI) sob o protocolo 0218/2018, com cinco grupos (cinco animais por grupo). A kavaína foi diluída em acetona 2%, obtendo-se concentrações de 32, 64 e 120 μg/mL. No controle negativo (CN), foi administrado acetona à 2%, via gavagem, e no positivo (CP), ciclofosfamida (100 mg/Kg), via intraperitoneal. As concentrações da kavaína foram administradas aos camundongos via gavagem. O sangue da cauda foi coletado após 24, 48 e 72h para confecção de duas lâminas por animal, as quais foram secas, fixadas em metanol, coradas com Giemsa e lavadas em água destilada. A quantidade de MN em cada animal foi determinada pela contagem de 6000 eritrócitos normocromáticos em microscópio óptico (1000x) e os dados foram analisados pelo teste de Kruskal-Wallis (p<0,05) no programa BioEstat 5.3. RESULTADOS: O CP apresentou quantidade significativa de MN em relação ao CN nos tempos de 24, 48 e 72 h, assim como esperado na literatura, evidenciando o seu efeito mutagênico. Enquanto a kavaína não resultou em MN significativos quando comparados com o CN, indicando o efeito não mutagênico nas concentrações e períodos estudados, o que mostra que a kavaína não interferiu nas fibras do fuso (ação aneugênica) e/ou quebras cromossômicas (ação clastogênica). Provavelmente esse resultado está relacionado ao potencial antioxidante da kavaína, que neutraliza ação de radicais livres, que provocam danos ao DNA. CONCLUSÃO: Os dados obtidos evidenciaram que a Kavaína não possui ação mutagênica (MN) nas concentrações testadas e estudos adicionais estão sendo realizados para avaliar atividade quimiopreventiva e o possível mecanismo de interação dessa substância com o DNA.

Referências

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Instituições
  • 1 UESPI - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ
Eixo Temático
  • CIÊNCIAS BÁSICAS
Palavras-chave
Piper methysticum
teste do MN
mutagenicidade