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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO:O uso popular de plantas medicinais carrega o estereótipo de ser inofensivo. Contudo, o uso indiscriminado gera malefícios por conta de interações medicamentosas e reações adversas, sendo necessário estudos farmacológicos e toxicológicos para compreensão de sua eficácia e segurança. Algumas espécies, como a Dysphania ambrosioides L. (mastruz) e Nasturtium officinale R. Br. (agrião) possuem grande utilização popular no tratamento de feridas e inflamações. OBJETIVOS:Identificar possíveis alterações histopatológicas em rim, fígado e estômago de ratos, após uso de extratos de folhas do mastruz e de caule do agrião, sobre reparação óssea com lesão induzida. MÉTODOS:Foram aplicados os princípios éticos da experimentação animal de acordo às diretrizes do CONCEA, Resolução Normativa Nº37(15/02/2018), submetido e aprovado pela CEAU/UFPI sob registro 520/18, utilizando rins, fígados e estômagos dos animais. As etapas do experimento incluem preparo de extratos etanólicos, com coleta da amostra, higienização e secagem, moagem, adição de álcool etílico, agitação manual, filtração, evaporação rotativa e armazenamento. Dividiu-se os 72 animais em 6 grupos e 12 subgrupos, sendo que os grupos 1(tópico) e 2(oral) foram tratados com mastruz e divididos em 2 subgrupos de acordo com o tempo de eutanásia (15 e 30 dias), já os grupos 3(tópico) e 4(oral) foram tratados com agrião, e subdivididos do mesmo modo, enquanto os grupos 5 e 6 foram controle, positivo e negativo, respectivamente. O protocolo de tratamento envolveu anestesia com xilazina e quetamina, tricotomia e incisão, realização da lesão tibial, sutura simples, terapia antimicrobiana, tratamento com os extratos, eutanásia, coleta dos órgãos e análise histopatológica. RESULTADOS:Todos os grupos apresentaram vasocongestão (VCG), inclusive os controles. Os achados foram: G1, nos subgrupos de 15 e 30 dias, VCG do fígado e rim, e degeneração hidrópica em túbulos contorcidos distais (TCD). G2, nos subgrupos de 15 e 30 dias, alteração hidrópica em TCD e hepatócitos, VCG em rim, fígado e estômago, além de necrose e material basofílico em rim do subgrupo 15. No G3 e G4, foram encontrados os mesmos resultados do G1. No G5 e G6, alteração de VCG de fígado, rim e estômago presente em todos os órgãos de ambos os subgrupos. CONSIDERAÇÕES FINAIS:As alterações não foram associadas à toxicidade dos extratos de mastruz e agrião, quando comparado aos grupos controle, seja por via tópica ou oral.
ReferênciasBAHRAMIKIA, S.; YAZDANPARAS, R. Antioxidant efficacy of Nasturtium officinale extracts using various in vitro assay systems. J Acupunct Meridian Stud, v.3, n.4, p.283–290, 2010. BARACUHY, J.G.V et al. Plantas medicinais de uso comum no nordeste do Brasil. 2 ed. Campina Grande-PB: UFCG/ CEDAC:2016. BELL, E.; WAGSTAFF, C. Glucosinolatos, produtos de hidrólise de mirosinase e flavonóis encontrados em foguetes Eruca sativa e Diplotaxis tenuifolia Revista de Agricultura e Química dos Alimentos, v 62, n.20, p. 4481 – 4492, 2014. Cunha PC, Silva AP, Roque OR. Plantas e produtos vegetais em fitoterapia. Lisboa (POR): Fundação Calouste Gulbenkian; 2003. Eisenberg D, Davis RB, Ettner SL. Trends in alternative medicine use in the United States, 1990-1997: results of a follow-up national survey. JAMA 1998; 280: 1569-75. FREIE.S.MF, et al., Processo para obtenção de liofilizado de extrato aquoso das partes aéreas de chenopodium ambrosioides, formulação de composição farmacêutica e se
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