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Resumo

INTRODUÇÃO: Polineuropatia Desmielinizante Inflamatória Crônica faz parte do espectro das polineuropatias inflamatórias imunomediadas, com prevalência, variando entre 0,8 a 8,9/100000 habitantes. Manifesta-se por meio de afecção imunomediada a estruturas nervosas periféricas, resultando em redução progressiva da força muscular, principalmente grupamentos proximais e ausência/redução de reflexos neuromusculares. As apresentações são enquadradas em grupos típicos e atípicos, a partir da simetricidade de acometimento e presença de sinais/sintomas extra-neuromusculares, necessitando de avaliação eletroneuromiográfica. Associa-se a quadros de estresse imunológico reativo a patologias/imunoterapias geralmente. RELATO DE CASO: Paciente, sexo masculino, 40 anos relata início em 2019 de parestesia bilateral nos dedos dos pés, com sucessão de 3-4 episódios de crise, com progressão bilateral, simétrica e distal-proximal de sintomas nos 4 membros. No ano 2021, em membros superiores, apresenta hiporreflexia, parestesia e paresia de dedos das mãos, com predomínio em região ulnar, com preservação de sensibilidade tátil. Nos membros inferiores, possui hiporreflexia, parestesia e paresia abaixo do joelho e perda de sensibilidade tátil generalizada nos dois pés, definindo uma neuropatia atípica desmielinizante simétrica distal para proximal, com marcha talonante, sugestiva de ataxia sensitiva, ou seja, apresentação atípica de PDIC motora e sensorial. Realizou a eletroneuromiografia de membros superiores e inferiores evidenciando alterações compatíveis com polirradiculoneuropatia periférica sensitivo-motora crônica, com sinais de doença em atividade, de grau acentuado e padrão misto com padrão primariamente desmielinizante em bota-luva, associou-se à dissociação albumino-citológica no líquor, constatando o diagnóstico de PDIC. Está em tratamento com Imunoglobulina Endovenosa e Corticoides. Refere tratamento prévio e baciloscopia negativa para hanseníase. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A eletroneuromiografia é um bom critério diagnóstico evidenciando alteração desmielinizante em fibras na sua maioria, relacionadas à pouco comprometimento motor. É muito importante que se faça o acompanhamento e divulgação de formas clínicas, contribuindo para planejar os protocolos terapêuticos dos imunossupressores de acordo com a demanda do paciente, pois a piora da forma clínica de PDIC está associada ao aumento progressivo na escala de comprometimento funcional.

Referências

DUARTE, JM et al. Polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica em paciente diabético com sífilis. Medicina , v. 78, n. 4, pág. 286–289, 2018. KUWABARA, S .; MISAWA, S. Polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica. Advances in experimental medicine and biology , v. 1190, p. 333–343, 2019. LEHMANN, HC; BURKE, D .; KUWABARA, S. Polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica: atualização no diagnóstico, imunopatogênese e tratamento. Jornal de neurologia, neurocirurgia e psiquiatria , v. 90, n. 9, pág. 981–987, 2019.

Instituições
  • 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
Eixo Temático
  • NEUROLOGIA
Palavras-chave
Polineuropatia Desmielinizante Inflamatória Crônica
Sistema Nervoso Periférico
Imunoglobulina Endovenosa