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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: A paralisia do diafragma pode ocorrer devido a traumas durante o parto, cirurgia cardiotorácica ou distúrbios neuromusculares. Predomina em neonatos nascidos de parto vaginal, peso superior a 4500 gramas e apresentação cefálica ou pélvica, ocasionada por lesão do nervo frênico ou plexo braquial, podendo ser unilateral ou bilateral. Paralisia unilateral geralmente é assintomática, podendo requerer, na presença de sintomas, a plicatura do hemidiafragma afetado. Já a paralisia bilateral demanda tratamento com suporte ventilatório, estimulação diafragmática e/ou reconstrução cirúrgica nervosa. RELATO DE CASO: Recém-nascido feminino, termo, grande para a idade gestacional, 4560 gramas, nascido de parto vaginal, cefálico, com dificuldade de extração, associado à presença de cefalohematoma e à lesão de plexo braquial. Em sala de parto, apresentou-se hipotônico, APGAR 3/8, choro fraco, evoluindo com apneia e bradicardia. Realizado 2 ciclos de ventilação com pressão positiva seguido de intubação orotraqueal. Mantido em ventilação mecânica (VM) e encaminhado à unidade de terapia intensiva neonatal. À radiografia de tórax, evidenciado elevação da hemicúpula diafragmática direita. Buscado desmame progressivo do suporte ventilatório durante 2 meses de tratamento clínico, sem sucesso, sendo indicado tratamento cirúrgico através de plicatura diafragmática por toracoscopia. O paciente evoluiu bem, recebendo alta após o trigésimo dia de pós-operatório, sem suporte de oxigênio e com boa expansibilidade pulmonar bilateral. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A história de lesão traumática do plexo braquial e os achados radiológicos norteiam o diagnóstico de eventração diafragmática secundária à paralisia nervosa. Como diagnósticos diferenciais citamos a hérnia diafragmática congênita, a deficiência muscular congênita do diafragma e a lesão direita do nervo frênico. A plicatura diafragmática é caracterizada pela criação de tortuosidades no diafragma, através de linhas de sutura, visando reduzir a mobilidade do hemidiafragma paralisado. A plicatura facilita o desmame da VM e da oxigenoterapia, reduzindo a resistência vascular pulmonar e melhorando a resistência ao exercício e a dispneia.
ReferênciasCANO, DORAIDA et al. Eventración diafragmática: Una causa excepcional de dificultad respiratoria neonatal. Arch. Pediatr. Urug., Montevideo, v. 72, n. 2, p. 121-124, jun. 2001. Celli, BR et al. Treatment of diaphragmatic paralysis. UpToDate. 2021. Disponível em: . Acesso em: 01 jul. 2021. Griffin, IA et al. Diaphragmatic paralysis in the newborn. UpToDate. 2020. Disponível em: . Acesso em: 01 jul. 2021. Kizilcan F, Tanyel C, Hicsonmez A, et al. Os resultados a longo prazo da plicatura diafragmática. J Pediatr., 1993; 28: 42-4.
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