PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE COINFECÇÃO POR TUBERCULOSE E HIV NO ESTADO DO PIAUÍ DE 2015 A 2020

Vol 1, 2021 - 139415
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Resumo

INTRODUÇÃO: A tuberculose (TB) é a coinfecção mais frequente em pessoas vivendo com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), com grande impacto na qualidade de vida e na mortalidade dessa população. Entre as intervenções preconizadas pelo Ministério da Saúde, destaca-se a testagem oportuna para HIV em portadores de TB e a organização da rede de assistência à saúde de modo a garantir atenção integral a esses pacientes. OBJETIVOS: Descrever o perfil epidemiológico dos casos de coinfecção por TB e HIV notificados no estado do Piauí entre 2015 e 2020. MÉTODOS: Estudo epidemiológico e retrospectivo, realizado a partir de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, disponível na plataforma DATASUS. Foram incluídos todos os casos de coinfecção por TB e HIV notificados no estado do Piauí entre 2015 e 2020. As variáveis utilizadas foram: sexo, raça, faixa etária, escolaridade, zona de residência, forma clínica de TB, uso de terapia antirretroviral, comorbidades, populações especiais e desfecho. RESULTADOS: No período analisado, foram notificados 359 casos de coinfecção por TB e HIV no Piauí. Os coinfectados eram predominantemente homens (78,2%), pardos (73,5%), de 40 a 59 anos (37,3%), com ensino fundamental incompleto (37,3%) e moradores da zona urbana (86,1%). A forma clínica de TB predominante foi a pulmonar (69,1%). 54,6% dos coinfectados estavam em uso de terapia antirretroviral (TARV). Quanto às comorbidades, destacaram-se tabagismo (20,1%), alcoolismo (19,2%) e diabetes (3,1%). Em relação às situações de vulnerabilidade, 5,6% dos pacientes se encontravam em situação de rua, 2,2% estavam privados de liberdade, 1,4% era profissional da saúde e 9,7% eram beneficiários de algum programa social. Quanto ao desfecho, 37% dos pacientes evoluíram para a cura de TB, 1,9% foi a óbito por TB, 23,1% morreram por outras causas e 9,5?andonaram o tratamento. Pacientes em uso de TARV apresentaram maiores taxas de cura (42,3%), quando comparados aos pacientes sem TARV (20%). CONCLUSÃO: Os dados analisados mostram um perfil de coinfectados por TB e HIV no estado do Piauí, de 2015 a 2020, majoritariamente masculino, de raça parda e idade adulta. Observaram-se altas taxas de casos em pessoas com baixa escolaridade, em situação de vulnerabilidade social ou em dependência química. Por fim, verificou-se a importância da terapia antirretroviral para melhores desfechos quanto ao quadro de TB.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Recomendações para o manejo da coinfecção TB-HIV em serviços de atenção especializada a pessoas vivendo com HIV/AIDS. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Panorama epidemiológico da coinfecção TB-HIV no Brasil – 2019. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. SANTOS NETO, M. et al. Perfil clínico e epidemiológico e prevalência da coinfecção tuberculose/HIV em uma regional de saúde no Maranhão. Jornal Brasileiro de Pneumologia, [S.L.], v. 38, n. 6, p. 724-732, dez. 2012.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Delta do Parnaíba
Eixo Temático
  • EPIDEMIOLOGIA
Palavras-chave
Coinfecção
Epidemiologia
HIV
Tuberculose