PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE SÍFILIS EM GESTANTES DE 2016 A 2020 NA CIDADE DE TERESINA: UM ESTUDO TRANSVERSAL RETROSPECTIVO.

Vol 1, 2021 - 139413
E-pôster
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

INTRODUÇÃO: A sífilis é uma doença sistêmica de evolução crônica, causada pela espiroqueta Treponema pallidum, possui transmissão sexual e vertical. No Brasil houve um aumento do número de casos de sífilis em gestantes, fator preocupante devido às complicações à gravidez e à saúde da criança. Em 2019, em Teresina a taxa de sífilis em gestantes foi em média de 28%, maior do que a média nacional. Assim, observa-se a carência de estudos acerca desse preocupante dado de saúde pública. OBJETIVOS: Delimitar o perfil epidemiológico de sífilis em gestantes de 2016 a 2020 na cidade de Teresina. MÉTODOS: Estudo transversal. Os dados foram coletados da plataforma DATASUS entre 2016 e 2020, o perfil epidemiológico foi registrado através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e estratificado por idade gestacional, faixa etária, escolaridade, cor ou raça e classificação clínica. Foi realizada uma análise descritiva, em que as variáveis foram descritas por frequência absoluta e porcentagem. RESULTADOS: Teresina está entre as capitais com as maiores taxas de detecção no ano de 2019. Entre 2016 e 2020, foram detectados 1164 casos de sífilis em gestantes, com 32,81% do total de casos em 2019. Quanto a idade gestacional, o 3º trimestre se destacou, com um total de 571 casos. A faixa etária de 20 a 29 anos se destacou, com 623 casos (53,22% do total) no ano de 2019, dado semelhante ao nacional, em que essa mesma faixa etária também foi a que mais se destacou. Quanto à escolaridade, o médio completo apresentou 277 casos, ou 23,79% do total de casos, 2018 se destacou, com 95 casos. Quanto à cor ou raça, a parda foi a que mais se destacou, com 812 casos (69,75%), em 2019 foram 32,51% dos casos para essa cor ou raça. Esse dado foi similar ao nacional, em que a raça ou cor parda também foi a que mais se destacou, com 51,2?s gestantes com sífilis no ano de 2019. CONCLUSÃO: Foi observado um elevado número de casos de sífilis em gestantes em Teresina, sendo os anos de 2018 e 2019 os que mais se destacaram, fator que possivelmente reflete uma melhora do sistema de notificações em gestantes. No entanto, em 2020 os índices caíram consideravelmente, possivelmente devido à diminuição das notificações, devido a mobilização dos serviços de saúde do país combater a pandemia no Brasil. Não obstante, observa-se que o cenário na cidade de Teresina é preocupante, fator que evidencia uma necessidade de maior enfoque nas medidas de educação e de notificação.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Banco de dados do Sistema Único de Saúde-DATASUS. Disponível em . Acesso em: 10 de setembro de 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim epidemiológico sífilis 2020. Brasília., Outubro 2020. Disponível em: . Acesso em: 09 de setembro de 2021. BOMFIM, Cristiane. Por que os casos de sífilis não param de crescer no Brasil. Disponível em: . Acesso em: 09 de setembro de 2021. KOJIMA Noah; D KLAUSNER Jeffrey. An Update on the Global Epidemiology of Syphilis. Disponível em: . Acesso em: 14 de setembro de 2021. NEVES, Úrsula. Sífilis: aumento mais de 4.000% dos casos no Brasil. Disponível em: . Acesso em: 09 de setembro de 2021. SALOMÃO, Reinaldo. Infectologia: Bases clínicas e tratamento. 1. Ed- Rio de janeiro, 2017.

Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Maranhão
Eixo Temático
  • DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
Palavras-chave
Sífilis
Gestantes.