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INTRODUÇÃO: Desnutrição ou subalimentação é uma condição clínica caracterizada pelo comprometimento do aporte de um ou mais nutrientes essenciais ou pela utilização fisiológica inadequada dos alimentos consumidos. A desnutrição proteico-calórica colabora para o aumento da mortalidade e da vulnerabilidade a infecções, além da diminuição da qualidade de vida. Na maioria dos casos, esse quadro origina-se de fatores socioeconômicos, atingindo desde crianças até idosos. OBJETIVOS: Caracterizar o perfil epidemiológico das internações por desnutrição no Piauí no período de 2016 a 2020 quanto ao sexo, idade e raça/cor. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo com dados secundários obtidos a partir do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), na categoria Morbidade Hospitalar, disponíveis no sistema DATASUS. A amostra desse estudo foi composta por todos os dados de internações devido à desnutrição no Estado do Piauí entre os anos de 2016 e 2020, levando-se em consideração o local de residência desses pacientes. RESULTADOS: No período analisado, observou-se o total de 2.172 internações por desnutrição no Estado do Piauí. Destes, 49,03% (1.065) eram pessoas do sexo masculino e 50,97% (1.107), do sexo feminino. Em relação à idade, observou-se uma maior prevalência no grupo etário de 80 anos ou mais (15,75%), seguido pelas faixas de 70 a 79 anos (15,61%), 60 a 69 anos (12,61%) e 50 a 59 anos (11,88%). Quanto à raça/cor, apenas 1.163 (53,54%) tiveram essa informação registrada, sendo que neste grupo houve maior prevalência de pessoas pardas (77,39%), seguidas por pessoas amarelas (13,16%), brancas (4,9%), pretas (4,47%) e indígenas (0,08%). CONCLUSÃO: Os dados analisados revelam uma diferença ínfima entre os sexos masculino e feminino na quantidade de internações por desnutrição no estado do Piauí entre 2016 e 2020. Os grupos etários mais afetados por esta condição abrangem pessoas com 50 anos ou mais, respondendo por mais de 50?s internações no período. Quanto à raça/cor, destaca-se a alta subnotificação dessa informação, que deixou de ser registrada em quase metade das internações. Entre as pessoas que tiveram essa informação registrada, houve amplo predomínio de pardos, com mais de três quartos das internações.
ReferênciasDAMO, C. C.; et al. Risco de desnutrição e os fatores associados em idosos institucionalizados. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro, v. 21, n. 6, p. 711-717, 2018. SANTOS, R.; BOTTEGA, C. G. “Saco vazio não para em pé”: Programa Bolsa Família e mortalidade por desnutrição. Saúde em Debate. Rio de Janeiro, v. 43, n. 122, p. 863-874, 2019. FROTA, M. A.; MARTINS, M. C.; ALBUQUERQUE, C. M. Aspectos culturais no cuidado familiar à criança com desnutrição. Acta Scientiarum: Health Sciences. Maringá, v. 31, n. 1, p. 9-14, 2009. BRASIL. Ministério da Saúde. Banco de dados do Sistema Único de Saúde - DATASUS. Sistema de Informações Hospitalares do SUS. Disponível em . Acesso em: 13 set. 2021.
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