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INTRODUÇÃO: A sepse é definida como uma emergência caracterizada por uma disfunção orgânica decorrente de uma resposta imunológica e inflamatória, de forma desregulada e intensa, desencadeada por um processo infeccioso. Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), o Brasil registrou, nos últimos 5 anos, 627.305 casos de internações por sepse, dos quais 45,32% evoluíram a óbito. Dentre os fatores que corroboram a elevada taxa de mortalidade, destaca-se o atraso no diagnóstico e no tratamento, aliados à escassez de recursos, especialmente em cidades interioranas. Assim, observa-se a carência de estudos sobre esse preocupante problema de saúde pública, principalmente na região Nordeste. OBJETIVOS: A seguinte pesquisa objetiva delinear o perfil das internações por sepse no estado do Maranhão, no período de 2016 a 2020. MÉTODOS: O estudo trata-se de uma análise transversal, de caráter quantitativo e retrospectivo sobre as internações por sepse notificadas no Maranhão, no período de 2016 a 2020, utilizando dados do SIH - DATASUS. Para a sua elaboração, foram usadas as seguintes variáveis: local de residência, caráter de atendimento, faixa etária, sexo, número de dias de internação e quantidade de óbitos. A partir de uma análise descritiva, as variáveis foram descritas quanto às suas frequências absolutas e relativas. RESULTADOS: No período estudado, foram registradas 7909 internações por sepse no estado do Maranhão, com maior prevalência na capital São Luís (1582 casos), sendo a faixa etária mais prevalente a de pessoas acima de 60 anos, com 3789 casos (47,9%). Quanto ao sexo dos pacientes internados, não foi registrada uma disparidade significativa. A maioria dos casos se tratou de atendimentos de urgências, equivalentes a 6901 casos (87,25%). Do total, 3354 pacientes evoluíram a óbito (taxa de mortalidade igual a 42,41%), com média de internação igual a 11,5 dias. Além disso, 9 cidades interioranas atingiram taxa de mortalidade igual a 100%. CONCLUSÃO: Portanto, o estudo evidencia que há maior prevalência de internações por sepse em idosos, em atendimento de caráter urgente. Além disso, nota-se a alta mortalidade, que é decorrente, principalmente, do diagnóstico tardio e da falta de suporte em unidades de terapia intensiva, especialmente no interior do estado. Nesse sentido, é essencial discutir, no âmbito hospitalar, a importância de detectar e tratar a sepse precocemente, visando diminuir os desfechos desfavoráveis desse quadro clínico.
ReferênciasBOECHAT, Antônio Luiz; BOECHAT, N. de O. Sepse: diagnóstico e tratamento. Rev Bras Clin Med, v. 8, n. 5, p. 420-7, 2010. BRASIL, Ministério da Saúde. Banco de dados do Sistema Único de Saúde – DATASUS. Disponível em: . [Acesso em 15 de setembro de 2021] GYAWALI, Bishal; RAMAKRISHNA, Karan; DHAMOON, Amit S. Sepsis: The evolution in definition, pathophysiology, and management. SAGE open medicine, v. 7, p. 2050312119835043, 2019. MACHADO, Flavia Ribeiro; SOUZA, Juliana Lubarino Amorim de; VIANA, Renata Andréa Pietro Pereira. Sepse: um problema de saúde pública - A atuação e colaboração da Enfermagem na rápida identificação e tratamento da doença. COREN-SP. 3ª edição. 2020.
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