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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: A Hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. No Piauí, é endêmica e constitui um problema de saúde pública, pois além de causar lesões cutâneas, essa doença pode cursar com lesões neurológicas crônicas limitantes, como perda de sensibilidade, neurites periféricas e sequelas motoras. O curso da doença depende da imunidade celular do indivíduo, podendo evoluir para cura ou para formas paucibacilar, borderline ou multibacilar. Estados reacionais também deixam sequelas e podem ocorrer durante ou após o tratamento. Assim, o diagnóstico, o tratamento precoce e o reconhecimento dos estados reacionais são essenciais para a interrupção da cadeia de transmissão e para prevenção das sequelas neurológicas da doença. OBJETIVOS: Estudar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes com Hanseníase no estado do Piauí, entre 2016 e 2020, comparando com a realidade nacional. MÉTODOS: Estudo epidemiológico descritivo quantitativo, elaborado a partir de dados obtidos do Sistema de Notificação de Agravos de Notificação (SINAN), no período de 2016 a 2020. Foram analisados os seguintes dados: sexo, raça, faixa etária, macrorregião de origem, forma clínica, lesões cutâneas, realização de baciloscopia e a ocorrência de reações hansênicas. RESULTADOS: No período de 2016 a 2020, foram registrados 5545 pacientes diagnosticados com Hanseníase no Piauí, sendo 1124 casos notificados em 2016 (20,3%), 1343 casos em 2017 (24,2%), 1318 casos em 1018 (23,8%), 1176 casos em 2019 (21,2%) e 584 casos em 2020 (10,5%). A população masculina apresentou maior prevalência, com 56,7% dos casos durante os 5 anos, enquanto que a população feminina atingiu 43,3%. Quanto à raça dos pacientes, os pardos apresentaram maior prevalência em todos os anos, sendo 69,6% no geral. Além disso, a população de adultos entre 40-69 anos de idade (52,5%) e a macrorregião Meio-Norte (51,3%) foram as mais atingidas ao longo dos anos. No tocante à forma clínica, a mais predominante foi a forma dimorfa, com 46,8% dos casos. Em relação às lesões cutâneas, a maioria dos pacientes apresentaram mais de 5 lesões (multibacilares) (38%). Ademais, 47,4% dos pacientes não realizaram baciloscopia e 66,4% não apresentaram reação. CONCLUSÃO: O perfil dos casos analisados aponta para a prevalência de acometimento de homens, pardos, entre 40-69 anos, indicando a necessidade de políticas públicas voltadas para essa população a fim de reduzir o número de casos e suas complicações.
ReferênciasBRASIL, Adeilson Loureiro Cavalcante (org.). GUIA PRÁTICO SOBRE A HANSENÍASE. 2017. Disponível em: https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2017/novembro/22/Guia-P…. Acesso em: 16 set. 2021. Brasil, Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 2.556, de 28 de outubro de 2011. Brasília, 2011. COSTA, Ana Karla Araújo Nascimento et al. Aspectos clínicos e epidemiológicos da hanseníase. Revista de Enfermagem UFPE on line, v. 13, n. 2, p. 353-362, 2019. DE LIRA, Tatiane Barbosa et al. Hanseníase no Piauí: uma investigação epidemiológica. Revista Eletrônica Acervo Saúde, n. 24, p. e499-e499, 2019. MAHATO, S.; BHATTARAI, S.; SINGH, R. Inequities towards leprosy-affected people: A challenge during COVID-19 pandemic. PLOS Neglected Tropical Diseases, v. 14, n. 7, p. e0008537, 24 jul. 2020. MARQUES, N. P. et al. Impact of the coronavirus disease 2019 on the diagnoses of Hansen’s disease in Brazil. Revista da Sociedade Brasileira de Medi
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