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INTRODUÇÃO: Causas de morte evitáveis ou reduzíveis podem ser definidas como aquelas que poderiam ter sido evitadas, em parte ou totalmente, através de serviços de saúde plenamente eficientes. O estudo desse tipo de óbito oferece um parâmetro de avaliação da efetividade dos serviços de atenção à saúde. OBJETIVOS: Caracterizar o perfil epidemiológico dos casos de óbito por causas evitáveis em adultos no estado do Piauí de 2010 a 2019. MÉTODOS: Estudo epidemiológico e retrospectivo, com abordagem quantitativa, a partir de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, disponíveis na plataforma DATASUS. Foram incluídos todos os óbitos por causas evitáveis registrados no estado do Piauí, por local de residência, entre 2010 e 2019, de pessoas com idade entre 20 e 59 anos. Foram excluídas causas classificadas como mal definidas ou não claramente evitáveis. RESULTADOS: O Piauí registrou 40.925 mortes por causas evitáveis de 2010 a 2019. A ocorrência anual desse tipo de morte apresentou tendência de crescimento ao longo desse período, passando de 3.557 casos em 2010 para 4.195, em 2019. Considerando o total de casos na década em análise, os óbitos foram registrados predominantemente em homens (70,8%), pardos (71,1%), pessoas com no máximo 3 anos de escolaridade (45,4%) e na faixa etária de 55 a 59 anos (19%). As principais causas foram mortes reduzíveis por ações de promoção à saúde, prevenção e atenção às doenças não transmissíveis (49,6%) e mortes reduzíveis por ações de promoção à saúde, prevenção e atenção às causas externas, englobando acidentes e violências (39,9%). Algumas causas foram muito mais frequentes em homens, como mortes por agressões (92%), psicose alcoólica ou outros transtornos relacionados ao uso de álcool (91,8%) e acidentes de transporte (87,8%). CONCLUSÃO: Os dados analisados mostram um perfil de casos de óbito por causas evitáveis no estado do Piauí, de 2010 a 2019, majoritariamente masculino, de raça parda e idade adulta avançada. Em que pese a predominância masculina no somatório total de casos, houve diferenças significativas quanto ao sexo em algumas causas, sobretudo as que envolvem violência, alcoolismo e acidentes de transporte. Por fim, ressalta-se o crescimento de mortes por causas evitáveis ao longo do período analisado.
ReferênciasABREU, D. M. X. de et al. Análise comparativa de classificações de causas evitáveis de morte em capitais Brasileiras: o caso das doenças cerebrovasculares. Revista Brasileira de Estudos de População, Rio de Janeiro, v. 27, n. 2, p. 447-455, 2010. BRASIL. Ministério da Saúde. Banco de dados do Sistema Único de Saúde - DATASUS. Sistema de Informações sobre Mortalidade. Disponível em . Acesso em: 18 set. 2021. MALTA, D. C.; DUARTE, E. C. Causas de mortes evitáveis por ações efetivas dos serviços de saúde: uma revisão da literatura. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro: v. 12, n. 3, p. 765-776, 2007.
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