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INTRODUÇÃO: A espondilite anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que se caracteriza por inflamação no esqueleto axial e nas articulações sacroilíacas, cursando com dor, rigidez e anquilose articular progressiva. Estudos demonstraram que uma das principais alterações posturais é a acentuação da cifose torácica com anteriorização e rebaixamento do centro de gravidade associados a flexão do quadril que provocam compensações no joelho e tornozelo. Essas alterações levam ao desequilíbrio do eixo sagital e prejudicam o olhar horizontal do paciente, a deambulação, bem como compromete as atividades diárias, a qualidade de vida e o funcionamento de vísceras devido a compressão. RELATO DE CASO: Homem, 54 anos, católico, natural e procedente de Uruçui-PI. Queixa-se de deformidade fixa da coluna vertebral há 19 anos sem diagnóstico prévio, tabagista, sem outras queixas associadas. História da doença atual: paciente portador de espondilite anquilosante, com história de deformidade progressiva da coluna vertebral em cifose e incapacidade de olhar para o horizonte. Nos exames de imagem observou-se Incidência Pélvica (PI): 76º, Lordose Lombar (LL): 6º, PI-LL Mismatch: 70º, Tilt Pélvico (PT): 56º, Inclinação Sacral (SS): 20º, Eixo Vertical Sagital (SVA): 20cm, ngulo Vertical queixo-sobrancelha (CBVA): 31º. Diante do quadro clínico de extenso comprometimento da coluna vertebral e desequilíbrio espinopélvico com retroversão pélvica e flexão dos joelhos, optou-se pela realização de osteotomias de subtração pedicular (PSO) em dois níveis (T12 e L3). O procedimento foi realizado em dois tempos com intervalo de 1 semana, devido à grande perda sanguínea que ocorre na PSO (cerca de 1800 mL de sangue). Houve melhora significativa dos parâmetros do equilíbrio sagital. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A PSO é uma das principais técnicas para correção de deformidades sagitais fixas, consistindo em uma osteotomia de 3 colunas, com ganho de até 30º de lordose. Essa técnica consiste no fechamento da cunha resultante da subtração pedicular, o que evita ruptura dos grandes vasos aderidos ou com calcificações, comuns em pacientes com doenças crônicas e inflamatórias. Houve melhora de todos os parâmetros do equilíbrio sagital, com melhora nos escores de qualidade de vida relacionado à saúde no tangente a dor lombar e cervical, tendo sido avaliados dados pré e pós operatórios através dos questionários NDI (Neck Disability Index) e Oswestry Disability Index.
ReferênciasBRITTO, Natália Maria Fernandes et al. Spine surgery in patients with ankylosing spondylitis. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 64, p. 379-383, 2018. COSTA, Rodrigo José Fernandes da et al. Correção das deformidades sagitais fixas pela técnica de osteotomia de subtração pedicular (PSO). Coluna/Columna, v. 10, p. 139-143, 2011. POMPEU, José Eduardo et al. Equilíbrio estático e dinâmico no indivíduo com espondilite anquilosante: revisão da literatura. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 52, p. 413-416, 2012. RIBEIRO, Sandra LE et al. Qualidade de vida nas espondiloartrites: análise de uma grande coorte brasileira☆. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 56, p. 22-27, 2016.
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