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INTRODUÇÃO: A Sífilis Congênita (SC) é uma doença infecciosa que ocorre por meio da disseminação hematogênica da bactéria Treponema pallidum da mãe para o feto, em qualquer momento da gestação. Mundialmente, a doença atinge cerca de um milhão de gestantes por ano e, na ausência de tratamento, pode acarretar uma transmissão vertical de quase 100%, contribuindo com mais de 300 mil mortes fetais e neonatais. A SC persiste como grave problema de saúde pública no Brasil em consequência de uma baixa qualidade do pré-natal, responsável por uma dificuldade no diagnóstico e tratamento adequado. OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico da mortalidade infantil por sífilis congênita no estado do Piauí, entre 2008 e 2018. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal e descritivo, de abordagem quantitativa, realizado a partir de dados coletados em setembro de 2021, obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), ofertados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). RESULTADOS: A incidência de SC no Piauí apresentou tendência de aumento gradual nos últimos 10 anos, passando de 0,03% em 2008 para 0,83% em 2018, com perfil semelhante ao observado no Brasil. Foram notificados 1.976 casos de SC, dos quais 43 evoluíram a óbito (letalidade de 2,17%). Todos os óbitos registrados ocorreram nos primeiros 6 dias de vida do recém-nascido. Dessa forma, é possível constatar que a SC classificada como recente (antes de 2 anos) se caracteriza por maior gravidade, visto que todos os casos de morte ocorreram nessa situação. Os casos de SC em que não foi realizado pré-natal apresentaram maior mortalidade quando comparadas com os que realizaram (5,7?,7%, respectivamente). Em 2017 foi observado um aumento de SC, associado ainda a uma maior taxa de mortalidade infantil por essa patologia, com 15 óbitos, equivalente a 34,8% do número de óbitos totais nos dez anos analisados. CONCLUSÃO: A alta incidência de SC no Piauí representa um desafio para a saúde pública e requer estratégias de melhoria no atendimento de pré-natal e no tratamento adequado, com o intuito de reduzir as taxas de mortalidade por esta doença.
ReferênciasCOSTA, L. J. S. D. da.; LÚCIO, I. M. L.; NEVES, S. J. F.; TRINDADE, R. F. C. da.; VIEIRA, A. C. S.; GONÇALVES, P. A.; LUCENA, T. S. de. Incidence and Mortality of Congenital Syphilis: A time series study. Research, Society and Development, [S. l.], v. 10, n. 5, p. e37110515042, 2021. Disponível em: . Acesso em: 15/09/2021 DOMINGUES, R.M.S.M; LEAL, M.C. Incidência de sífilis congênita e fatores associados à transmissão vertical da sífilis: dados do estudo Nascer no Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 32(6):e00082415, jun. 2016. Disponível em: < https lang=pt>. Acesso em: 15/09/2021. LAFETÁ, K.R; MARTELLI JÚNIOR, H; SILVEIRA, M.F; PARANAÍBA, L.M. Sífilis materna e congênita, subnotificação e difícil controle. Revista Brasileira de Epidemiologia, 19(1): 63-74. jan./ Mar. 2016. Disponível em: . Acesso em: 14/09/2021.
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