Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
Caso você seja um dos co-autores e queira cadastrar esse trabalho no seu Currículo Lattes, use o seguinte código: doi > 10.17648/comapi-2021-139502
Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!Introdução: A hanseníase, caracterizada como um agravo negligenciado no Brasil, tem constituído um problema de saúde pública. Mesmo com a Organização Mundial da Saúde estabelecendo uma meta global para interrupção da transmissão desse agravo em 2020, isso não se materializou no país. A partir disso, existe uma tensão para que sejam elaboradas propostas de intervenção para prevenção, controle e minimização dos efeitos ocasionados. Os itinerários terapêuticos construídos pelas pessoas que vivenciam esse agravo contribuem para a identificação de boas práticas, bem como dos pontos a serem melhorados e aperfeiçoados. Objetivos: Compreender os itinerários terapêuticos da população que vivencia hanseníase no estado do Piauí, tendo em vista a necessidade de perceber as potencialidades e fragilidades da rede. Métodos: Trata-se de um estudo de delineamento qualitativo norteado pelo paradigma interpretativo. Realizamos entrevistas individuais a partir de roteiro semiestruturado com treze pessoas que vivenciavam hanseníase no estado do Piauí, seguindo a proposta do Standards for Reporting Qualitative Research (SRQR) para garantir a transparência e completude desta produção. O projeto foi aprovado pelo Comitê Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí tendo seu parecer aprovado com o número 3.429.590. A partir da transcrição e análise integral das entrevistas, foram identificadas as unidades de análise (unidades de significado), que foram discutidas com profissionais com expertise no tema. Resultados: As experiências dos usuários permitiram identificar lacunas nos atributos da Atenção Primária à Saúde, como a longitudinalidade, a integralidade e a coordenação do cuidado, bem como em estratégias de educação em saúde e de busca ativa. Por outro lado, observou-se fragilidades relacionadas a marcação de consultas, a peregrinação dos usuários e ao diagnóstico e preparo dos profissionais diante das condutas apropriadas para o diagnóstico e tratamento da Hanseníase. Conclusão: Importante levar em consideração os destaques mencionados neste estudo, à medida em que se propõe o cuidado à saúde de pessoas que vivenciam a hanseníase. Para tanto, incluem-se a reflexão acerca da organização e funcionamento dos serviços em rede, definição de sistemas de apoio e logística, adoção de protocolos e fluxos, assim como ênfase à formação e desenvolvimento profissional. Isso deve ser alicerçado em princípios importantes como, por exemplo, a empatia, o respeito e a humanização.
ReferênciasBLOK, D. J.; VLAS, S. J. D.; RICHARDUS, J. H. Global elimination of leprosy by 2020: are we on track? Parasites & vectors, v. 8, p. 548 –, 10 2015. Disponível em: https://parasitesandvectors.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13071-0…. Acesso em: 03 nov. 2020. https://doi.org/10.1186/s13071-015-1143-4. RIBEIRO, Mara Dayanne; SILVA, Jefferson Carlos; OLIVEIRA, Sabrynna. Estudo epidemiológico da hanseníase no Brasil: reflexão sobre as metas de eliminação. Revista Panamericana de Salud Pública, [S.L.], p. 1-7, 2018. Pan American Health Organization. http://dx.doi.org/10.26633/rpsp.2018.42. SOUSA, G. S. de; SILVA, R. L. F.; XAVIER, M. B. Hanseníase e Atenção Primária à Saúde: uma avaliação de estrutura do programa. Saúde debate, v. 41, n. 112, p. 230 – 242, 03 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-1104201700…. Acesso em 02 nov. 2020. http://dx.doi.org/10.1590/0103-1104201711219 BOSI, M. L. M, MERCADO-MAR
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo