INTERNAÇÕES HOSPITALARES PARA TRATAMENTO DE ECLÂMPSIA NO ESTADO DO PIAUÍ: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA POR LOCAL DE INTERNAÇÃO NO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE

Vol 1, 2021 - 139394
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Resumo

INTRODUÇÃO: A eclampsia (EC) é definida como um episódio primário de convulsão, durante a gestação ou no pós-parto, não relacionada com outras condições patológicas referidas ao sistema nervoso central, presente em gestantes com pré-eclâmpsia. O tratamento definitivo é o parto, entretanto, o risco de prematuridade é comparado com a idade gestacional, gravidade da pré-eclâmpsia e a reação a outros tratamentos. Dessa forma, por representar uma patologia que ameaça a vitalidade do binômio mãe-feto, representa uma relevante questão de saúde pública. OBJETIVOS: Este trabalho objetiva analisar as internações para tratamento de EC no Piauí entre 2014 e 2018. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e quantitativo, cujos dados foram extraídos do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS). Abordou-se os casos de internação de tratamento para EC no Piauí segundo as Autorizações para Internação Hospitalar (AIH) por município nos anos de 2014 a 2018. RESULTADO: Durante todo o período analisado, obteve-se um total de 127 internações. No ano de 2018, foram 21 internações. Em 2017, foram 15 internações. Em 2016, foram 22 internações. Em 2015, foram 36 internações. Em 2014, foram 33 internações. Quanto aos municípios com maior número de internações, a liderança foi na capital do estado, Teresina, com 41 (32,2% dos casos), seguido por Picos, com 24 (18,8%), Guadalupe com 10 (7,8%), Parnaíba com 8 (6,2%) e Amarante com 7 (5,5%). Os resultados obtidos consolidaram Teresina como centro de referência para tratamento de EC, com quase um terço do total de internações. Além disso, observou-se uma tendência de redução não linear para as internações no período, com uma diferença percentual entre o primeiro e último ano de aproximadamente 36?casos. Tal realidade pode significar tanto uma relativa melhora do manejo dos casos de pré-eclâmpsia, quanto um problema de subnotificação para os casos de EC, que representa uma realidade quando se estuda morbimortalidade materna. CONCLUSÃO: O monitoramento e a avaliação dos casos trazem informações que auxiliam o fortalecimento de políticas públicas, gerenciamento de recursos e o estabelecimento de fluxos e referências que correspondem à realidade regional. Portanto, a análise das notificações para internação de EC é de suma importância no planejamento hospitalar e na qualificação das equipes a partir de evidências científicas e protocolos disponíveis.

Referências

1- NOVO, Joe Luiz Vieira Garcia; GIANINI, Reinaldo José. Mortalidade materna por eclâmpsia. Rev. Bras. Saude Mater. Infant., v. 10, n. 2, p. 209-217, Jun 2010. 2- Neme B.; Alves, EA. Obstetrícia Básica. In: Neme B, editor. Doença hipertensiva específica da gestação: eclâmpsia. 3 ed. São Paulo: Sarvier; 2006. p. 284-91. 3- Almeida, W. S, et al. Avaliação dos resultados neonatais e fatores associados em gestantes com pré-eclâmpsia grave: uma revisão sistemática. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 2, p. e5799, 6 fev. 2021.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Delta do Parnaíba
Eixo Temático
  • GO/MASTOLOGIA
Palavras-chave
Eclampsia
Pré-Eclâmpsia
Epidemiologia