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INTRODUÇÃO: Transtornos de Condução e Arritmias Cardíacas (TCAC) são anormalidades na condução dos impulsos nervosos responsáveis pelas contrações miocárdicas. Causam disritmia, taquicardias, bradicardias e são responsáveis por aproximadamente 10?s mortes envolvendo crianças de até 9 anos com problemas no sistema circulatório no Piauí. OBJETIVOS: Caracterizar o perfil epidemiológico de internações de crianças de até 9 anos internadas por TCAC, no estado do Piauí, entre 2015 e 2020. Os parâmetros analisados foram: sexo, faixa etária, raça, média de permanência, taxa de mortalidade, macrorregião de saúde e ano de internação. MÉTODOS: Estudo epidemiológico quantitativo e descritivo a partir de dados do Sistema de Informação de Morbidade Hospitalar do SUS, disponíveis no sistema DATASUS. RESULTADOS: Foram registradas 35 internações de crianças de até 9 anos por TCAC no Piauí no período analisado. A faixa etária mais acometida foi de até 1 ano de idade (40%), seguida de 1 até 4 anos de idade (37%) e de 5 a 9 anos de idade (22,8%). Houve predomínio de internações de crianças do sexo feminino (57,1%). A raça foi registrada no prontuário de apenas 16 internações, limitando o estudo, sendo maior o registro de pardos (45,7%). A média geral de permanência foi de 4,3 dias, sendo que a média de dias de internação do sexo feminino (5,7) ficou acima do dobro da média do sexo masculino (2,5). 5 das 35 crianças internadas evoluíram para o óbito, encerrando uma taxa de mortalidade de 14,3%. Essa taxa foi de 15% no sexo feminino e 13%, no masculino. A macrorregião de saúde com maior registros de internações foi Meio Norte (37,1%), seguida de Cerrados (31,4%), Semi-Árido (17,1%) e Litoral (14,3%). Além disso, o ano de 2017 teve o maior número de internações (25,7%) e o de 2020 teve a maior taxa de mortalidade (40%). CONCLUSÃO: Os dados analisados mostram um perfil epidemiológico de crianças internadas por TCAC no Piauí, entre 2015 e 2020, majoritariamente feminino, de raça parda e faixa etária de até 1 ano de idade. Houve predomínio de casos na macrorregião Meio Norte, onde também se concentra a maior parte da população do estado. Além do número maior de internações, o sexo feminino apresentou maior média de dias de permanência no hospital e maior taxa de mortalidade, tornando pertinentes futuros estudos sobre este tema.
ReferênciasBRASIL. Ministério da Saúde. Banco de dados do Sistema Único de Saúde - DATASUS. Sistema de Informação de Morbidade Hospitalar do SUS. Disponível em . Acesso em: 13 set. 2021. DO VALE, V. et al. Arritmias: Classificação e manejo em crianças. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 4, n. 2, p. 4475-4492, mar./abr. 2021. FERREIRA MOURA, L. et al. Internações e óbitos por transtornos de condução e arritmias cardíacas no estado da Bahia - Brasil. Revista Baiana de Enfermagem, Salvador, v. 31, n. 4, 2018. MOREIRA, D. A. R.; HABIB, R. G. Arritmias cardíacas na mulher. Rev. Soc. Cardiol. Estado de São Paulo. São Paulo, v. 19, n.4, p. 503-510, out./nov./dez. 2009
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