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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO Insulinomas são as neoplasias neuroendócrinas funcionais mais comuns, com incidência de 4 casos por milhão ao ano. A maioria apresenta ocorrência esporádica, com pico de incidência na quinta década de vida. Além disso, até 10% dos casos ocorrem associados à síndrome hereditária denominada neoplasia endócrina múltipla tipo 1. Clinicamente, os sintomas são heterogêneos, não específicos e diferem entre os pacientes. Quanto ao tratamento, a cirurgia permanece como a única opção curativa. APRESENTAÇÃO DE CASO Paciente do sexo feminino, 27 anos, admitida no hospital com relato de crises convulsivas de repetição. História prévia de macroprolactinoma sem reabordagem neurocirúrgica programada e uso de cabergolina (interrompida por conta própria 6 meses antes) e prednisona, com diagnóstico prévio de neoplasia endócrina múltipla tipo 1. História familiar paterna de neoplasia endócrina múltipla tipo 1, além de mãe e irmão portadores de neurofibromas múltiplos. Ao exame físico, bom estado geral, orientada, hidratada, afebril, acianótica, anictéria e glicemia capilar de 37 mg/dL. Durante internação, apresentou novos episódios de hipoglicemia. Foi submetida à ressonância magnética (RM) de abdome total, com detecção de lesão nodular de 3 cm localizada na região caudal do pâncreas e encaminhada para avaliação cirúrgica, tendo como hipótese diagnóstica insulinoma e indicada ressecção cirúrgica. Na avaliação intraoperatória evidenciou dois nódulos pancreáticos não indentificados pela RM, prosseguindo-se com a pancreatectomia distal com esplenectomia associada. No pós-operatório, apresentou infecção da ferida operatória e fístula pancreática de pequeno débito pelo dreno abdominal. CONSIDERAÇÕES FINAIS Embora o insulinoma tenha ocorrência esporádica, parcela relevante dos pacientes manifesta-o como reflexo de outras síndromes. O diagnóstico precoce dessas patologias permite o adequado seguimento, tendo em vista possíveis implicações na apresentação clínica e no desfecho dos casos. Nesse contexto, chama particular atenção a neoplasia endócrina múltipla tipo 1. Sinais de alerta incluem história familiar, idade precoce e características atípicas dos tumores, de maiores dimensões ou múltiplos. Por fim, são necessários mais estudos para verificar a possível participação de outras patologias potenciamente relacionadas à manifestação de insulinoma, com destaque para neurofibromatose tipo 1.
ReferênciasCOSTA, Olívio Louro et al. Apudomas pancreáticos: um desafio para clínicos e cirurgiões. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, v. 29, n. 1, p. 19–24, fev. 2002. DAVILA, Anthony et al. Multiple Endocrine Neoplasia: Spectrum of Abdominal Manifestations. American Journal of Roentgenology, v. 215, n. 4, p. 885–895, out. 2020. FUNG, J. W.; LAM, K. S. Neurofibromatosis and insulinoma. Postgraduate Medical Journal, v. 71, n. 838, p. 485–486, 1 ago. 1995. GIUSTI, Francesca et al. Multiple endocrine neoplasia syndrome type 1: institution, management, and data analysis of a nationwide multicenter patient database. Endocrine, v. 58, n. 2, p. 349–359, 2017. KINOVA, M. KOREN, S. Diagnostics and treatment of insulinoma. Neoplasma, v. 62, n. 05, p. 692–704, 2015. MEHRABI, Arianeb et al. A systematic review of localization, surgical treatment options, and outcome of insulinoma. Pancreas, v. 43, n. 5, p. 675–686, 2014. OKABAYASHI, Takehiro et al. Diagnosis and management of insulinoma.
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