HEPATECTOMIA LAPAROSCÓPICA COM USO DE RADIOFREQUÊNCIA: EXPERIÊNCIA INICIAL NO ESTADO DO PIAUÍ

Vol 1, 2021 - 139456
Relato de caso
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Resumo

INTRODUÇÃO: A utilização de cirurgia minimamente invasiva tem ganhado força em todos os módulos cirúrgicos pela rápida recuperação do paciente, alta hospitalar precoce além de menor gasto hospitalar e melhor estética. Em pacientes cirróticos, o risco de fratura e sangramento intra-operatório são elevados, sendo necessário a utilização de técnicas de ablação mais recentes, como a Ablação por Radiofrequência (RFA) para impedir a conversão em cirurgia aberta ou utilização de hemoderivados. Vale ressaltar que a maior parte dos tumores hepáticos quando diagnosticados já não apresenta possibilidade de ressecção, sendo a RFA em alguns casos a única chance de cura ou mesmo paliação tanto para tumores primários como secundários. Apesar de ser uma experiência inicial, os resultados cirúrgicos e pós-cirúrgicos demonstraram-se satisfatórios. RELATO DE CASO: Homem, 72 anos, previamente submetido a uma colecistectomia laparotômica por colecistite aguda de urgência, onde identificou-se aspecto cirrótico do fígado. Com seguimento foi diagnosticado Hepatite B e C, recebendo tratamento com negativação da carga viral com 12 meses. Em RM de controle foi identificado nódulo de 2,9x1,3cm sugestivo de Hepatocarcinoma. Foi realizado Hepatectomia Laparoscópica (HL) onde colocaram-se três portais de 10mm e dois de 5mm. Após secção do ligamento hepatorrenal, demarcou-se com o eletrocautério, uma linha na superfície superior e inferior do fígado delimitando-se a área do segmento VI a ser ressecada. Aplicou-se o dispositivo laparoscópico de RFA, perpendicularmente, ao longo desta linha em ambas as superfícies marcadas. Realizou-se uma segunda linha de ablação no parênquima, correspondente ao lado da lesão, que levou à completa isquemia do segmento VI. Em seguida, o dispositivo foi, sucessivamente, aplicado paralelamente às linhas de ablação perpendicular, à medida que o parênquima isquêmico foi seccionado com tesoura laparoscópica. Ao término do procedimento, a área de secção do parênquima ficou completamente regular, sem extravasamento de bile ou sangue. Não foi necessário a utilização de hemoderivados. Paciente recebeu alta no 2º dia pós-operatório. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Por se tratar de uma experiência inicial, a seleção de candidatos a HL deve ser criteriosa, sendo reservada a tumores bem delimitados localizados em segmentos laterais ou inferiores do fígado. Uma vantagem da HL por meio de RFA, é que se estende à superfície de ressecção que sofre ablação, com margem de até 2cm.

Referências

1. Resende V, Lima CX, Lusckal MM, Aguiar Júnior MC, Gammeri E, Habib NA, Cunha-Melo JR. Hepatectomia videolaparoscópica com dispositivo de radiofrequência. Rev Col Bras Cir. [periódico na Internet] 2013;40(2). 2. WAECHTER, Fábio Luiz; SAMPAIO, José Artur; BERGER, Paulo Renê Soares and SOUZA, Eliézer Knob de. Ressecção hepática com uso de radiofreqüência bipolar. Rev. Col. Bras. Cir. [online]. 2007, vol.34, n.5 [cited 2018-11-05], pp.340-342. 3. Jiao LR, Ayav A, Navarra G, Sommerville C, Pai M, Damrah O, et al. Laparoscopic liver resection assisted by the laparoscopic Habib sealer. Surgery. 2008;144(5):770-4.

Instituições
  • 1 Centro Universitário UniFacid
Eixo Temático
  • CIRURGIA
Palavras-chave
Ablação por Radiofrequência
Hepatectomia
Laparoscopia