ESTUDO DO USO DE ANTIMICROBIANOS EM PACIENTES COM SARS-COV-2 EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA EM TERESINA - PI

Vol 1, 2021 - 139425
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Resumo

INTRODUÇÃO: Com o surgimento da pandemia e a aceleração do número de casos de Covid-19, o uso de antimicrobianos tornou-se difundido no tratamento de pacientes com SARS-Cov-2 em unidade de terapia intensiva (UTI). Nesses casos, a avaliação da dose diária definida (DDD) é muito utilizada, como forma de tanto dimensionar a eficácia desses fármacos, como de gerenciar a sua utilização racional, com o intuito de prevenir a seleção e a disseminação de microrganismos resistentes. OBJETIVOS: Objetivou-se analisar a dose diária definida de antimicrobianos em uma UTI Covid-19. MÉTODOS: Para isso, foi realizado um estudo transversal, analítico, do tipo quantitativo, com coleta de dados retrospectiva. Foram utilizados dados de consumo de antimicrobianos em UTI Covid-19 de janeiro a junho de 2021 do Hospital Universitário do Piauí, tabulados e analisados em Excel. O trabalho foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e obteve parecer favorável sob nº 2.463.898. RESULTADOS: Após análise dos dados, evidenciou-se que Piperacilina + Tazobactam endovenoso (EV) (A) representou 19% do uso dos antimicrobianos, Meropenem (EV) (B) 18,1%, Ceftriaxona (EV) (C) 17,4%, Azitromicina por via oral (VO) (D) 9,8%, Vancomicina (EV) 8,5% e Polimixina B (EV) (F) 4,9%. Em UTI, costuma-se haver uso prolongado de via endovenosa, contudo, os protocolos de Covid-19 incluíram a via oral para Azitromicina, o que justifica o destaque do seu consumo. Em um estudo com UTI não Covid-19, o fármaco D representou 0,1? prescrição médica 14,4% do C. Os dados corroboram com um estudo feito no Hospital Universitário de Lagartos, em que 19,77% do antimicrobiano usado foi A. Já em outro estudo, 19,8% do consumo relativo deu-se pelo antimicrobiano B, 3,7% pelo C, 1,2% pelo E e 7,4% pelo F. A DDD é importante para comparação e estudos, porém vale ressaltar que cada ambiente hospitalar tem suas características e perfil de sensibilidade de microorganismos. O uso de antimicrobianos se justifica, geralmente, pela infecção hospitalar do trato respiratório relacionada à hospitalização prolongada ou internação em UTI. CONCLUSÃO: Conclui-se que, a partir do que foi analisado, pode-se gerar dados para planejamento de estratégias clínicas em unidade de saúde e, assim, obter o uso consciente de antimicrobianos.

Referências

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Instituições
  • 1 Centro Universitário Unifacid
Eixo Temático
  • DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
Palavras-chave
Antibioticoterapia
Infecções por Covid-19
Unidade de Terapia Intensiva