CARCINOMA PAPILÍFERO RECIDIVANTE: UM RELATO DE CASO

Vol 1, 2021 - 139437
Relato de caso
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Resumo

INTRODUÇÃO: O carcinoma papilífero é a neoplasia maligna mais comum da tireoide, correspondendo a cerca de 80% dos casos. A prevalência desse tipo de patologia é maior em crianças, adultos com menos de 30 anos de idade, pacientes com histórico de irradiação de cabeça e pescoço, e pacientes com histórico familiar de câncer de tireoide. Manifesta-se habitualmente como um nódulo de consistência firme, detectável através do exame físico ou de ultrassonografia. O manejo é feito com base no padrão da ultrassonografia e na interpretação da punção aspirativa por agulha fina. O diagnóstico definitivo é confirmado pelo exame histopatológico. RELATO DE CASO: Paciente, feminino, 62 anos, queixa de nódulo indolor no pescoço em abril de 2015. Após ultrassonografia, que apresentou lesão de contornos irregulares no lobo direito da tireoide, submeteu-se à tireoidectomia parcial: carcinoma papilífero de 2,1 cm variante clássico não encapsulado. Margem cirúrgica comprometida devido à extensão tumoral extra-tireoideana e invasão angiolinfática presente. A ressecção foi totalizada após um mês, paciente iniciou iodoterapia e permaneceu em acompanhamento com dosagem de tireoglobulina e reposição de hormônio tireoidiano. Em 2020, tireoglobulina de 12,2 com possibilidade de recidiva. Ressonância magnética demonstrou lesão nodular em vértebra L3 e tomografia computadorizada (TC) com nódulos pulmonares bilaterais. TC cervical com lesão invadindo cartilagem cricoide, laringe subglótica e traqueia. Paciente submeteu-se à radiodoterapia e quimioterapia paliativa. Atualmente, 8 meses após o diagnóstico da recidiva, apresenta bom estado geral, com redução da lesão com efeito expansivo no espaço visceral a direita e discreto aumento da nodulação no sulco traqueoesofágico. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O caso relatado traz à luz a discussão sobre a terapêutica do carcinoma papilífero da tireoide, visto que o acompanhamento dos pacientes através de avaliações periódicas é imprescindível para evitar diagnóstico tardio da recidiva da doença. A dosagem da tireoglobulina, quando alterada após tireoidectomia, pode indicar recorrência tumoral, nesse relato, a dosagem irregular da tireoglobulina pode ter contribuído para o prognóstico da paciente.

Referências

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Instituições
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  • ENDOCRINOLOGIA
Palavras-chave
Carcinoma papilífero da tireoide
Tireoidectomia
Glândula tireoide.