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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: Os preenchimentos dérmicos não cirúrgicos com ácido hialurônico (AH) injetável são amplamente utilizados na dermatologia estética, sendo a aplicação em região periocular uma escolha frequente. O AH é bem tolerado, previsível, e apresenta baixa incidência de efeitos adversos apesar do vasto uso. Em região periorbital, complicações relatadas são edema malar, discromia cinza-azulada, irregularidades de contorno e, raramente, angioedema. Em vista disso, objetiva-se relatar um caso incomum de angioedema periocular imediato após aplicação de AH. RELATO DE CASO: Paciente do sexo feminino, 31 anos, procurou consultório de dermatologia com queixa de olheiras. Ao exame dermatológico, perda leve de elasticidade e rugas finas em região palpebral também foram observadas. Em vista disso, foi submetida a preenchimento intradérmico com ácido hialurônico a 5 mg/ml (Filorga NCTF 135HA) através de cânula 25g, visando a hidratação em região periocular. Horas depois, observou-se evolução com eritema e edema importante restrito à região de aplicação, sugestivo de angioedema. A paciente negou qualquer dificuldade para respirar. No dia seguinte, o quadro evoluiu com piora, porém permaneceu localizado. A paciente retornou e foi tratada com infiltração intralesional de hialuronidase 2000 UTR, diluída em 3 ml de água destilada e em 3 ml de lidocaína sem vasoconstritor. Múltiplas aplicações de 0,01 ml a cada 1 mm de lesão foram realizadas e, em seguida, foi prescrita corticoterapia sistêmica. Em reavaliação após três dias, foi observada boa evolução e resolução completa do quadro. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Poucos relatos em literatura retratam angioedema como evento adverso a preenchimentos perioculares com ácido hialurônico. Acredita-se que esse seria consequência de uma reação alérgica prevalente em 0,1% dos casos. Essa complicação geralmente ocorre tardiamente, sendo ainda mais incomum o curso precoce como aqui descrito. O principal mecanismo sugerido seria uma hipersensibilidade a proteínas do produto, mediada por mastócitos. Ademais, também são possíveis causas as variações anatômicas do paciente e a técnica de injeção. Nesse caso, houve boa resposta ao tratamento com aplicação de hialuronidase na região para dissolver o AH, permitindo a ação do corticoide sistêmico. A discussão de complicações potencialmente graves como angioedema é válida, pois permite maior segurança no uso adequado da hialuronidase para dissolução do produto, seguido pelo tratamento apropriado.
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