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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: A Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose, provocada pelo protozoário do gênero Leishmania, com transmissão pelo mosquito do gênero Lutzomya.Trata-se de uma doença com evolução crônica e alta letalidade. A manifestação clínica, quando presente, é exuberante e pode evoluir para quadros mais graves. A prevalência dessa doença tem relação com fatores socioeconômicos e ambientais. Portanto, a LV é um problema de saúde pública, e necessita-se estudos acerca de sua ocorrência e características epidemiológicas. OBJETIVOS: Analisar o perfil epidemiológico dos casos notificados de Leishmaniose Visceral no estado do Piauí entre os anos de 2015 e 2019. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico do tipo transversal com abordagem quantitativa dos casos notificados de LV no período de 2015 até 2019 no Piauí. A base de dados escolhida para a análise foi o Sistema de Notificação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). As variáveis estudadas foram: ano de notificação, faixa etária, sexo, critério confirmatório e evolução. Os resultados foram organizados em planilhas do software Microsoft Excel e expostos em gráficos e tabelas. RESULTADOS: Foram notificados durante esses 5 anos um total de 1020 casos no estado. O ano de 2017 apresentou o maior número de casos com 245 (24%), seguido por 2015 com 239 (23%).Porém, 2019 teve 158 (15%), sendo o ano com menos registros. Com relação ao sexo, houve o predominio do masculino (716 casos, o que representou, aproximadamente, 70?s pessoas acometidas com a patologia). Quanto à faixa etária, os dados demonstram prevalência entre 20 e 39 anos (26,3%), seguida por 1 a 4 anos (21,2%) e 40 a 59 anos (20,9%). De todos os casos notificados, 910 (89,2%) apresentaram o teste laboratorial como critério confirmatório da doença, já os outros 110 (10,8%) foram aplicados apenas a avaliação clínico-epidemiológica. Além disso, os registros apontaram que a quantidade de óbitos provocados pela Leishmaniose visceral foi de 60 casos (5,08%). CONCLUSÃO: A LV ainda persiste no Piauí, sobretudo nos homens e na idade de 20 a 39 anos, sendo o teste laboratorial a principal ferramenta de diagnóstico e a mortalidade de 5,08%. Apesar da diminuição dos casos em 2019, deve-se ficar atento à notificação da doença no estado, a fim de evitar uma subnotificação dos casos. Evidencia-se, assim, a necessidade de ações para vigilância e controle dessa enfermidade no estado.
ReferênciasBRASIL. Departamento de Informática do SUS. Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Disponível em Acesso em 1 de outubro de 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Leishmaniose Visceral. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/l/leishmaniose-v…. Acesso em: 01 out. 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Leishmaniose visceral 2017. Disponível em: https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/janeiro/28/leishvi…. Acesso em: 01 out. 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2006. 120 p DE SOUSA, N. A., LINHARES, C. B., PIRES, F. G. B., TEIXEIRA, T. C., DA SILVA LIMA, J., & NASCIMENTO, M. D. L. O.. Perfil epidemiológico dos casos de leis
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