ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS DE SÍFILIS CONGÊNITA NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL NO PERÍODO DE 2010 A 2020.

Vol 1, 2021 - 139380
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Resumo

INTRODUÇÃO: A sífilis é uma doença infectocontagiosa sistêmica com evolução crônica. A sífilis congênita é a infecção do feto pelo Treponema pallidum, transmitida via placentária, em qualquer momento da gestação ou estágio clínico da doença em gestante não tratada ou inadequadamente tratada. Estima-se que a sífilis congênita é um fator complicador em cerca de 1 milhão de gestações a cada ano em todo o mundo. A contaminação do feto pode ocasionar abortamento, óbito fetal e morte neonatal nos conceptos infectados ou o nascimento de crianças com sífilis. OBJETIVOS: Objetivou – se analisar o perfil epidemiológico dos casos de sífilis congênita na região Nordeste, de 2010 a 2020, em gestantes com faixa etária entre 10 e 40 anos ou mais. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal e descritivo com busca em base de dados secundários. A coleta de dados foi realizada por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no DATASUS. Foi selecionada, inicialmente, a região Nordeste, com filtro para o ano, faixa etária e escolaridade materna, realização do pré – natal, esquema de tratamento e o diagnóstico final no período de 2010 a 2020. RESULTADOS: Foram observados 54.324 casos de sífilis congênita em menores de um ano no período avaliado. Desses, houve um maior predomínio no ano de 2018, com 7.849 acometidos e um menor em 2010, com 2.313 notificações. De encontro a isso, observa-se uma prevalência da faixa etária materna de 20 a 29 anos, com 28.231 notificações (52%); em que 34.816 mulheres são analfabetas/não concluíram o Ensino Médio (64%); 7.772 mulheres não realizaram o pré-natal (15,4%); 46.237 realizaram o tratamento de forma inadequada/não realizaram (96,1%); quanto ao diagnóstico final, houve um predomínio de 50.630 com sífilis congênita recente (93%), 2074 natimortos por sífilis (3,8%), 1683 abortos por sífilis (3%), e 109 com sífilis congênita tardia (0,2%). CONCLUSÃO: Dessa forma, é notório o impacto e o aumento dos casos de sífilis congênita na região nordeste nos últimos 10 anos. Nesse sentido, pode – se comprovar que, de fato, a ausência de informação e de assistência adequada para a realização do pré – natal e do tratamento da sífilis, especialmente entre os jovens, associada aos baixos níveis de escolaridade da população são fatores de risco primordiais que contribuem para o crescimento desses números, comprovado pelos exacerbados índices de recém – nascidos com sífilis congênita recente, natimortos e abortamentos.

Referências

AVELLEIRA, João Carlos Regazzi; BOTTINO, Giuliana. Sífilis: diagnóstico, tratamento e controle. Anais brasileiros de dermatologia, v. 81, p. 111-126, 2006. HUSSAIN, Syed A ; VAIDYA, Ruben. Congenital Syphilis. Nih.gov. Disponível em: . Acesso em: 3 Out. 2021. Sífilis Congênita - Secretaria da Saúde. Go.gov.br. Disponível em: . Acesso em: 3 Out. 2021.

Instituições
  • 1 Centro Universitário Facid Wyden - UniFacid
Eixo Temático
  • EPIDEMIOLOGIA
Palavras-chave
Sífilis Congênita
Epidemiologia.