ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS CONFIRMADOS DE CÂNCER DE COLO DE ÚTERO NO NORDESTE DO BRASIL ENTRE 2016 E 2020

Vol 1, 2021 - 139378
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Resumo

INTRODUÇÃO: O câncer de colo de útero, conhecido como câncer cervical, é resultado da infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV). A infecção por esse vírus é muito frequente e não evolui para doença na maioria das vezes, mas em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer. Essas alterações são facilmente descobertas no exame preventivo conhecido como Papanicolau que é realizado em mulheres com faixa etária de 25 a 64 anos já com vida sexual ativa. Quando o tumor é detectado precocemente em exames de rotina, há maior chance de cura quando tratada, por isso, é importante a realização periódica do exames, junto ao uso de camisinha nas relações sexuais. A neoplasia maligna de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente nas mulheres (atrás apenas do de mama e do colorretal), e a quarta causa de morte por câncer entre a população feminina no Brasil.OBJETIVOS: Esse trabalho tem como objetivo traçar o perfil epidemiológico dos casos confirmados de câncer de colo de útero no Nordeste entre 2016 e 2020. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo e quantitativo realizado com base nos dados secundários coletados na plataforma online do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram coletados dados relativos ao número de casos confirmados de câncer de colo de útero por estado do Nordeste e por faixa etária. RESULTADOS: Entre os anos de 2016 e 2020, houveram 20552 casos de câncer de colo de útero no Nordeste. Em ordem decrescente no número de casos, tem-se a ordem: 2019, com 5127 casos (24,94%); 2020, com 4661 casos (22,67%); 2018, com 4197 casos (20,42%); 2017, com 3379 casos (16,44%) ; e 2016, com 3188 casos (15,51%). Dentre os estados do Nordeste que tiveram maior número de casos nos últimos 5 anos foram: Bahia (4273); Pernambuco (3768); e Ceará (3286). A faixa etária com maior quantidade de internações por casos confirmados pela patologia foi a de 40 a 44 anos, com 2610 casos (12,69%), tendo a maior incidência no ano de 2019, com 674 casos (3,28%), e a faixa etária com menor quantidade de casos foi a de 25 a 29 anos, com 744 casos (3,62%). CONCLUSÃO: A análise epidemiológica expôs que os números de casos de câncer de colo de útero no Nordeste do Brasil cresceram em 2019, com maior incidência no estado da Bahia e entre mulheres de 40 a 44 anos. É importante ressaltar que o aumento na quantidade de casos dessa patologia pode ter como fator agravante o descaso na busca pela prevenção.

Referências

CÂNCER DE COLO DO ÚTERO: ENTENDA PREVENÇÃO, SINTOMAS E TRATAMENTO. Oncoguia, 2020. Disponível em:. Acesso em: 20 de set. de 2021. CÂNCER DO COLO DO ÚTERO. Inca, 2021. Disponível em:. Acesso em: 20 de set. de 2021

Instituições
  • 1 Centro Universitário Unifacid
Eixo Temático
  • ONCOLOGIA
Palavras-chave
Neoplasia
Colo de Útero
Epidemiologia