ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DAS INTOXICAÇÕES EXÓGENAS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO PIAUÍ DURANTE OS ANOS DE 2015 A 2020

Vol 1, 2021 - 139376
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Resumo

INTRODUÇÃO: A intoxicação exógena é descrita como qualquer alteração clínica ou laboratorial relacionada a um distúrbio orgânico causado pela interação do organismo com um determinado agente tóxico. Alusivo a isso, as intoxicações exógenas em crianças e adolescentes constituem um importante problema de saúde pública. OBJETIVOS: Descrever o perfil das intoxicações exógenas na faixa etária pediátrica de zero a 19 anos, no estado do Piauí no período de 2015 a 2020. MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo, de abordagem quantitativa, realizado a partir de dados coletados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Estes registros foram analisados de forma estatística simples. E, dentre as variáveis consideradas estão: sexo, faixa etária, circunstância do evento , agente tóxico e evolução do quadro. RESULTADOS: Diante dos dados analisados, verificou-se 3.370 casos de intoxicação exógena em crianças e adolescentes no período estudado. Entre esses, o sexo feminino é o mais comum (60%/N: 2.023). Em relação a faixa etária, foi prevalente a de 15-19 anos (36,3%/N:1.223), tendo como principal circunstância a tentativa de suicídio (81,4%/N:996), seguida pela faixa de 1-4 anos (32,5%/N:1.096) ocasionada sobretudo por condições acidentais. A respeito dos agentes tóxicos, os medicamentos são a principal causa em todas as idades (54,9%/ N:1.853). Sobre a evolução, a maior parte progrediu com cura sem sequelas (69%/N: 2.325), enquanto apenas 0,38% (N:13) evoluíram para óbito. CONCLUSÃO: Com base no que foi exposto, observou-se que o sexo feminino é o mais acometido e o principal agente usado são medicamentos. Além disso, a ingestão de medicamentos, tanto de forma acidental por crianças de 1 a 4 anos quanto pela tentativa de suicídio por adolescentes entre 15 a 19 anos, merecem destaque por ser um importante problema de saúde pública. Entretanto, os resultados devem ser analisados com cautela devido à subnotificação e preenchimento incorreto das fichas de notificação. Por fim, as ações de vigilância em saúde são necessárias na prevenção de novos casos.

Referências

ALVIM, André Luiz Silva et al. Epidemiologia da intoxicação exógena no Brasil entre 2007 e 2017. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 8, p. 63915-63925, 2020. LEITE, M.S. et al. Intoxicação exógena na faixa etária pediátrica de zero até os 19 anos de idade no Brasil, durante os anos de 2007 a 2017. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research – BJSCR, [s. l.], v. 30, n. 3, p. 30-34, 2020. Disponível em: https://www.mastereditora.com.br/periodico/20200508_213150.pdf. Acesso em: 10 set. 2021. Sistema de Informação de Agravos de Notificação-SINAN. Intoxicação Exógena . Disponível em: . Acesso em: 06 set. 2020

Instituições
  • 1 Uninovafapi
Eixo Temático
  • EPIDEMIOLOGIA
Palavras-chave
Intoxicações
Pediatria
Epidemiologia.