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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: A litíase renal (ou urolitíase), conhecida popularmente como “pedra nos rins”, é uma afecção frequente na prática clínica de elevado impacto social e de alto custo. Isso porque acomete 5 a 15?s pessoas em algum momento da vida, apresentando elevadas taxas de recorrência. Essa patologia resulta de formações sólidas constituídas por concentrados de substâncias cristalizadas normalmente excretadas na urina. Há vários tipos de cálculos, mas os principais incluem oxalatos de cálcio, fosfatos de cálcio, ácido úrico, estruvita e cistina. Existem alguns fatores que são considerados de risco, como hábitos de vida inadequados, desidratação, uso de medicamentos, histórico familiar e distúrbios renais e metabólicos (diabetes, gota, hiperparatireoidismo). A urolitíase representa a terceira causa mais comum de doença do trato urinário, perdendo somente para infecções e patologias da próstata e, dentre todas as doenças do aparelho urinário, os cálculos são a maior causa de morbidade. OBJETIVOS: Este trabalho tem como objetivo traçar o perfil epidemiológico das internações por urolitíase no Brasil entre 2016 e 2020. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo e quantitativo realizado com base nos dados secundários coletados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram coletados dados relativos ao número de internações por urolitíase no intervalo de 2016 e 2020, faixa etária, raça e sexo. RESULTADOS: Entre os anos de 2016 e 2020 houveram 406.355 internações por urolitíase no Brasil. A maior incidência foi em 2019, com cerca de 22% dos casos, e a menor em 2020, com 18,07% dos casos. Em relação ao sexo, não houve diferença significativa no total de casos. A faixa etária com maior incidência no sexo masculino foi a de 40 a 49 anos, com 11,49%, e no sexo feminino foi a de 30 a 39 anos, com 11,23%. Os grupo de raças com mais internações devido à patologia, em ambos os sexos, foram os brancos, com 45,96% dos casos, e os pardos, com 29,82%. CONCLUSÃO: A análise epidemiológica demonstrou que o número de casos de urolitíase no Brasil cresceu em 2019, com a maior porcentagem de incidência entre os homens de 40 a 49 anos e em mulheres de 30 a 39 anos, sem diferenças significativa relacionada ao sexo. Vale evidenciar que a indiligência com a prevenção dessa patologia pode influenciar no aumento de casos da mesma.
ReferênciasCOSTA¹, Baruc Bandeira; NOVO, Benigno Núñez. Litíase Renal. Semana Acadêmica, v. 01, ed. 000110, 2017. Disponível em: https://semanaacademica.org.br/artigo/litiase-renal. Acesso em 02 out. 2021. VALENTE, Tânia Sofia dos Santos. Aplicação móvel para controle de cálculos renais e consumo de água. 2017. Tese de Doutorado
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