Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
INTRODUÇÃO: O câncer de colo do útero é o terceiro mais incidente na população feminina brasileira, com uma incidência estimada de 16.710 novos casos em 2020. O seu rastreamento constitui uma estratégia capaz de, por meio da identificação de alterações precoces, reduzir sua incidência. Entretanto, a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) foi notadamente modificada com a rápida disseminação do COVID-19 em todo o mundo, comprometendo estratégias de rastreio deste câncer. OBJETIVOS: Analisar o impacto da pandemia no rastreamento do câncer de colo do útero no Brasil, considerando também como diferentes faixas etárias foram afetadas. MÉTODOS: Este trabalho é um estudo descritivo, realizado com dados disponíveis no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB). Foram coletados dados relativos ao rastreamento do câncer de colo do útero de cada unidade federativa do Brasil e de determinadas faixas etárias, do ano de 2017 a 2020. Foram escolhidos três grupos de faixas etárias, sendo o primeiro de 0 a 24 anos, o segundo de 25 a 64 anos, e o último formado por pessoas com 65 anos ou mais. Foram construídos, então, tabelas e gráficos relativos à variável mencionada comparando o ano de 2020 com a média dos anos de 2017 a 2019. RESULTADOS: Em 2020, registrou-se, no Brasil, uma queda de 40,47% nos rastreamentos de câncer de colo do útero em relação à média dos anos de 2017 a 2019, com os estado do Rio de Janeiro (74,54%), Rondônia (71,59%) e Tocantins (71,25%) apresentando as maiores quedas. Já o estado do Rio Grande do Sul se destacou por ter a menor redução no número de rastreamentos (8,86%). Houve uma queda sustentada acima de 50?abril a agosto, tendo alcançado a marca de 83,08% em abril, quando comparada com a média do mesmo mês nos anos anteriores. Analisando por faixa etária, identificou-se uma maior queda nos rastreamentos realizados na faixa etária de maiores 65 anos (44,57%), seguida pela de 0 a 24 anos (40,87%) e, por fim, pela faixa etária de 25 a 64 anos (40,06%). CONCLUSÃO: Há grandes sinais de impactos negativos no rastreamento do câncer de colo do útero, o que pode indicar um comprometimento das ações preventivas. No entanto, apenas com novos estudos epidemiológicos poderemos conhecer o verdadeiro efeito da pandemia nessa questão. É preciso destacar ainda que a ausência de uma auditoria dos dados lançados no SISAB constituem uma limitação deste trabalho.
ReferênciasWorld Health Organization. National cancer control programmes: policies and managerial guidelines. 2nd Ed. Geneva: World Health Organization; 2002. World Health Organization. The impact of the covid-19 pandemic on noncommunicable disease resources and services. [S. l.: s. n.], 2020. E-book. LIMA-COSTA, Maria Fernanda; BARRETO, Sandhi Maria. Tipos de estudos epidemiológicos: conceitos básicos e aplicações na área do envelhecimento. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília , v. 12, n. 4, p. 189-201, dez. 2003 . World Health Organization. Cancer Control. Knowledge into action. Early Detection (module 3). WHO guide for effective programmes. Geneva: World Health Organization; 2007.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo