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INTRODUÇÃO: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é a mais frequente das doenças cardiovasculares. No Brasil são cerca de 17 milhões de portadores da doença, 35? população de 40 anos ou mais. A HAS possui uma multiplicidade de fatores que a colocam na origem de muitas doenças crônicas não transmissíveis e, por isso, a Atenção Básica tem estratégias que visam melhorar essa condição clínica. Entretanto, a situação da pandemia causada pela COVID-19, é um desafio ao tratamento continuado da hipertensão por gerar impactos sociais. OBJETIVOS: Analisar o impacto da pandemia sobre os atendimentos continuados para os indivíduos com hipertensão arterial. MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo, no qual se utilizou os dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB). Foram coletados dados relativos aos cuidados continuados com a HAS, em cada estado brasileiro, de acordo com determinadas faixas etárias (crianças/adolescentes, adultos e idosos). Construiu-se, então, no software Microsoft Excel® tabelas e gráficos relativos às variáveis mencionadas, comparando 2020 com a média dos anos de 2017 a 2019. RESULTADOS: Na comparação com a média dos três anos anteriores, foi possível observar uma redução de 40,75% no número de consultas programadas de Hipertensão Arterial no ano de 2020. Mais especificamente, Rondônia foi o estado com a maior queda (68,60%). Ademais, os estados de MS, RJ, RS, TO e o Distrito Federal apresentaram quedas superiores a 60%. Ao analisar a quantidade de consultas por mês, constatou-se que os meses de abril, maio e junho apresentaram as maiores quedas com, respectivamente, 60,70%, 65,16?2,51%. Outrossim, notou-se que o grupo com maior queda foi o de crianças e adolescentes (54,30%). Já os adultos e idosos, apresentaram quedas de 41,34?0,10%, respectivamente. CONCLUSÃO: Houve queda significativa, no Brasil, das consultas voltadas para a HAS em 2020, quando comparado com os três anos anteriores. Tal situação reflete os impactos da pandemia do COVID-19 na rotina dos pacientes em manter o acompanhamento, pois a redução dos números não corresponde a uma redução de prevalência. O estudo indica a necessidade de reforçar a importância do acompanhamento para crianças e adolescentes e seus responsáveis. Impactos maiores da pandemia sobre o atendimento programado dos pacientes com HAS poderão ser detectados com estudos posteriores.
Referências-BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial sistêmica. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. (Cadernos de Atenção Básica, n. 37) -Dantas, Rosimery Cruz de Oliveira e Roncalli, Angelo Giuseppe. Protocolo para indivíduos hipertensos assistidos na Atenção Básica em Saúde. Ciência & Saúde Coletiva [online]. 2019, v. 24, n. 1 [Acessado 20 Setembro 2021],pp. 295-306. Disponível em: . ISSN 1678-4561. https://doi.org/10.1590/1413-81232018241.35362016. -BRASIL. Ministério da Saúde. Manual - como organizar o cuidado de pessoas com doenças crônicas na APS no contexto da pandemia. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. -DA CUNHA, Elenice Machado; GIOVANELLA, Ligia. Longitudinalidade/continuidade do cuidado: Identificando dimensões e variáveis para a avaliação da atenção primária no contexto do sistema público de saúde Brasileiro. Ciência e Saúde Coletiva, [s. l.], v.16, n.SUPPL. 1, p.1029–1042, 2011. Disponível em: https://doi.
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