ANÁLISE DO DESFECHO DE CASOS DE HANSENÍASE DA REGIÃO NORDESTE ENTRE OS ANOS DE 2015 E 2020

Vol 1, 2021 - 139369
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Resumo

INTRODUÇÃO: A Hanseníase é uma doença crônica, granulomatosa, caracterizada por quadro de perda ou diminuição na sensibilidade térmica, tátil e dolorosa, explicada pelo tropismo da bactéria Mycobacterium Leprae por pele e nervos periféricos. No Brasil, essa doença ainda tem uma alta taxa de prevalência, sendo endêmica. Dessa maneira, é válido observar o resultado dos atendimentos aos pacientes portadores dessa doença. OBJETIVOS: Analisar os desfechos do atendimento da Hanseníase na Região Nordeste, entre 2015 e 2020. MÉTODOS: Estudo transversal, retrospectivo e descritivo utilizando dados secundários disponibilizados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação - SINAN referentes aos casos de Hanseníase de 2015-2020. Foram utilizadas variáveis como: sexo, idade, tipo de saída e avaliação da incapacidade no momento da cura. Os dados foram tabulados em planilhas do EXCEL para estudo. RESULTADOS: No quinquênio analisado foram registrados 84.126 casos de Hanseníase na região Nordeste. A faixa etária mais acometida foi aquela entre 40 a 49 anos (f=18,2%, n=15323) e os casos foram mais prevalentes no sexo masculino (f=56,10%, n=47202). A forma clínica mais frequente foi a dimorfa (f=42,3%, n=35.628), seguida da forma virchowiana (f=16,8%, n=14.172). Quanto ao desfecho da doença, 24,31% dos pacientes (n=9213) tiverem algum grau de incapacidade no momento da cura e houve uma média geral para a região Nordeste de 5,57? taxa de abandono do tratamento, mais pronunciadamente no estado do Pernambuco, em que essa taxa chegou a 7,02%. Já em relação ao número de doses, foi registado com maior frequência a aplicação de 6 doses na forma paucibacilar (f=32,7%), e menos que 12 meses na multibacilar (f=45,5%). CONCLUSÃO: Em toda a região Nordeste, houve uma alta taxa de pacientes com sequelas da doença e de abandono do tratamento. Esse fato ratifica o achado de formas clínicas predominantes, sendo a dimorfa e a virchowiana responsáveis pela potencial transmissão e perpetuação da doença. Os desfechos dos atendimentos aos pacientes portadores de Hanseníase são de suma importância, haja vista que mostram em quais tipos de pacientes deve haver maior atenção tanto para diagnóstico, quanto para continuidade do tratamento. Além disso, traz informações a respeito de como a terapêutica para tratamento da doença foi aplicada nos últimos anos e também pode trazer mudanças na abordagem ao paciente e haja maior promoção de educação em saúde em Hanseníase para a população.

Referências

1. ARAÚJO, Marcelo Grossi. Hanseníase no Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, [S.L.], v. 36, n. 3, p. 373-382, jun. 2003. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0037-86822003000300010. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Guia prático sobre a hanseníase [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017. 68 p. : il. Modo de acesso: World Wide Web: ISBN 978-85-334-2542-2. 3. DE ABREU TEMOTEO, R. C. .; DA SILVA OLIVEIRA, M. B. .; BARROS HENRIQUES, A. H. .; DE CASTRO NUNES PEREIRA, J. .; CORREIA MUNIZ, M. L. ABANDONO DO TRATAMENTO DA HANSENÍASE OCASIONADO POR EFEITOS ADVERSOS DOS MEDICAMENTOS. Revista Multidisciplinar em Saúde, [S. l.], v. 1, n. 2, p. 22, 2020. Disponível em: https://editoraime.com.br/revistas/index.php/rems/article/view/177.

Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Piauí
Eixo Temático
  • DERMATOLOGIA
Palavras-chave
hanseníase
medidas de desfecho