ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE RECÉM-NASCIDOS COM MICROCEFALIA E EXANTEMA DURANTE A GRAVIDEZ NO PIAUÍ DE 2015 A 2020

Vol 1, 2021 - 139368
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Resumo

INTRODUÇÃO: No Brasil, em 2015, percebeu-se aumento considerável dos casos de microcefalia relacionada ao Zika vírus. Dentre os sintomas desta infecção destacam-se cefaleia, exantema, edema e artralgia, tendo seu diagnóstico dificultado por possuir sintomas semelhantes à dengue e febre chikungunya. No caso de suspeita em mulheres grávidas, é essencial que sejam testadas para realização de acompanhamento adequado devido às possíveis complicações neurológicas na criança. OBJETIVO: Avaliar a relação entre a apresentação de exantema durante a gestação e recém-nascidos com microcefalia no Piauí entre os anos de 2015 e 2020. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo no qual as informações foram extraídas da base de dados de Notificação de Casos Suspeitos de Síndrome Congênita do vírus Zika disponibilizada pelo DATA-SUS/e-SUS, com banco de domínio público. A variável analisada foi a presença ou ausência de exantema, especificando o trimestre da gravidez em que ocorreu a manifestação, se considerada presente. RESULTADOS: Foram notificados 325 casos de microcefalia no Piauí e 2016 foi responsável por 56,6?stes. Das notificações de microcefalia, em 23,69% dos casos as mães apresentaram exantema durante a gestação, 50,4?s mães não apresentaram exantema e em 24,9% tal informação foi ignorada ou não informada. Dos casos em que o exantema ocorreu, 70,1% manifestaram-se no 1º trimestre de gravidez, 18,18% no 2º trimestre, 5,1% no 3º trimestre e 10,3?s mães não souberam especificar o período em que o exantema se instalou. Do ano de 2015 para 2020 houve redução de 95% dos recém-nascidos notificados com microcefalia. CONCLUSÃO: Houve exantema na gestação em 23,69?s mães de crianças com microcefalia, possivelmente pela manifestação cutânea da infecção pelo Zika vírus. É importante destacar as inúmeras vezes que esta informação foi ignorada ou não informada, o que prejudica a análise dos dados. Mais da metade das mães que tiveram crianças com microcefalia não apresentou exantema durante a gestação, o que não exclui a possibilidade da infecção pelo Zika vírus, visto que existem outros sintomas como cefaleia e artralgia. Nos casos em que houve exantema, a maior parte ocorreu no 1º trimestre da gestação, o que pode indicar maior susceptibilidade das mães pela infecção no início da gravidez. A redução dos casos pode ter ocorrido devido às campanhas de incentivo ao uso de repelentes pelas gestantes e outras medidas preventivas contra o mosquito.

Referências

1. ALBUQUERQUE, Maria de Fatima Pessoa Militão de et al. Epidemia de microcefalia e vírus Zika: a construção do conhecimento em epidemiologia. Cadernos de Saúde Pública, v. 34, n. 10, 2018. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/csp/2018.v34n10/e00069018/ 2. BRASIL, Ministério da Saúde. Banco de dados do Sistema Único de Saúde - DATASUS. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/ 3. DUARTE, Geraldo et al. Zika Virus Infection in Pregnant Women and Microcephaly. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia / RBGO Gynecology and Obstetrics, v. 39, n. 05, p. 235–248, 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbgo/a/ctMGRdGwfSh8fFCwKfVnqLB/abstract/?lang=en 4. NOVAES, Luana Eugênia Silva de et al. Estudo relacionado ao Zika Vírus e a Microcefalia: evidências científicas. Revista Eletrônica Acervo Saúde, n. 38, p. e1705, 2020. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/1705/1219

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Delta do Parnaíba
Eixo Temático
  • GO/MASTOLOGIA
Palavras-chave
Microcefalia
Infecção por Zika Vírus
Complicações Infecciosas na Gravidez.