ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O PERÍODO DE 2001 A 2006 E O PERÍODO DE 2010 A 2015 ACERCA DA INCIDÊNCIA DA SÍNDROME DE RUBÉOLA CONGÊNITA NAS REGIÕES BRASILEIRAS

Vol 1, 2021 - 139367
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Resumo

INTRODUÇÃO:A Rubéola é uma doença viral que quando ocorre durante a gestação é preocupante devido a ação teratogênica do vírus que pode ocasionar a síndrome da rubéola congênita (SRC). Por isso, atualmente, no Brasil, a vacina para prevenir a doença está no calendário vacinal e casos de SRC são de notificação compulsória. Uma vez que os dados fornecidos permitem medidas de controle. OBJETIVOS: Esse trabalho objetiva analisar comparativamente um recorte temporal quanto a incidência de casos de SRC. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico, quantitativo e retrospectivo. Foram realizadas buscas na plataforma DATASUS TABNET, na seção Epidemiológicas e morbidade – Doenças e Agravos de Notificação. Coletou-se dados dos casos de SRC das cinco regiões brasileiras com recorte temporal de 2001 a 2006 e 2010 a 2015. Por serem dados terciários, não foi necessária aprovação pelo comitê de ética. RESULTADOS: Na região nordeste foram notificados 51 casos no período de 2001 a 2006 e 4 casos no período de 2010 a 2015. Na região norte foram notificados 34 casos no período de 2001 a 2006 e 4 casos no período de 2010 a 2015. Na região centro oeste foram notificados 14 casos no período de 2001 a 2006 e 6 casos no período de 2010 a 2015. Na região sudeste foram notificados 124 casos de 2001 a 2006 e 18 casos no período de 2012 a 2015. Na região sul foram notificados 6 casos no período de 2001 a 2006 e não foi notificado nenhum caso no período de 2010 a 2015.DISCUSSÃO:A rubéola tem evolução benigna quando acomete adultos e crianças, mas que é de grande preocupação quando atinge gestantes. Por isso, no Brasil, a partir de 1996, a rubéola é uma doença de notificação compulsória. Isso foi de suma importância para o controle da rubéola no país, principalmente após o surto da infecção em 2001. Nesta houve medidas de controle frente a surtos e campanha de vacinação de mulheres férteis. Por isso, é possível visualizar que no período que enfrentou o surto, de 2001 a 2006, foram notificados 229 casos de SRC no país, enquanto que no período de 2010 a 2015 foram notificados 32 casos no Brasil. CONCLUSÃO:É notório a importância da vigilância epidemiológica no Brasil, como também da vacinação contra da rubéola na prevenção da Síndrome da Rubéola Congênita. Há a diminuição cada vez mais acentuada dos casos da SRC, porém ainda é necessário esforços para manter esse panorama, com a cobertura vacinal completa e permanência da sensibilidade quanto as notificações da infecção.

Referências

1. BRASIL, Ministério da Saúde. Síndrome da rubéola congênita. Brasília: Ministério da Saúde; 2017. Disponível em: http://portalms.saude. gov.br/saude-de-a-z/sindrome-da-rubeola-congenita. Acesso em: 17 Set. 2021 2. A COSTA, Fernanda Alves Sousa et al. Síndrome da Rubéola Congênita: revisão de literatura. Revista de Medicina e Saúde de Brasília, [s. l], v. 1, n. 2, p. 46-57, mar. 2013 3. LANZIERI, T. M. et al. Impacto da vacinação contra rubéola na ocorrência da síndrome da rubéola congênita. Jornal de Pediatria, v. 83, n. 5, 2007, p. 415-421.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Delta do Parnaíba
Eixo Temático
  • GO/MASTOLOGIA
Palavras-chave
Síndrome da Rubéola Congênita
Complicações Infecciosas na Gravidez
Vacina