SOBREVIDA DE 17 ANOS DE TERATOMA IMATURO DE OVÁRIO: RELATO DE CASO.

vol 4,2024 - 196177
Relato de caso
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Resumo

INTRODUÇÃO: Os teratomas imaturos são tumores malignos que se originam de células com potencial para se desenvolverem em diferentes tipos de tecidos do corpo, incluindo a pele, órgãos internos e músculos. O teratoma imaturo de ovário é uma neoplasia rara e representa 1% dos cânceres de ovário, sendo a identificação precoce e a classificação patológica essenciais para o tratamento adequado. Pacientes com graus 1 e 2 apresentam uma sobrevida em 5 anos de 91,4%, em comparação ao grau 3, que é de 56%. Apresentamos um caso de teratoma imaturo de ovário tratado com intervenções cirúrgicas e quimioterapia. O caso é notável pela sua raridade e pela taxa de sobrevida da paciente, a qual é de 17 anos, que excedeu a média descrita na literatura, destacando a importância da citorredução completa realizada por cirurgiões especializados em oncologia ginecológica. RELATO DE CASO: Paciente do sexo feminino, 42 anos, com histórico de hipertensão, diabetes, tabagismo e consumo de álcool, foi diagnosticada em 2008 com teratoma imaturo de ovário esquerdo, medindo 17 cm, com envolvimento das alças intestinais e carcinomatose peritoneal irressecável, sendo indicada quimioterapia para uma possível ressecção cirúrgica posterior. Os marcadores tumorais AFP e β-HCG estavam dentro da faixa normal. O histopatológico revelou um teratoma imaturo G3 de ovário, com 16 cm no ovário direito, doença no ovário esquerdo e epíplon comprometido, mas sem neoplasia nas trompas e citologia oncótica peritoneal negativa. A paciente submeteu-se a quimioterapia com 4 ciclos de BEP. Após uma tentativa cirúrgica não resseccional em 2007, a paciente foi submetida a extensa citorredução cirúrgica em 2008,,incluindo histerectomia total, peritonectomia pélvica e epiplectomia, seguida por quimioterapia complementar. Em 2013, uma lesão sólida na cúpula vaginal suscitou suspeita de recidiva neoplásica, mas foi identificada como neoplasia fusocelular mixoide benigna após ressecção completa. O exame histopatológico e imunoistoquímico da lesão demonstrou resultados consistentes com o diagnóstico de neoplasia fusocelular mixoide benigna: AE1/AE3 negativo; AML positivo focal; Q-BEND10 positivo focal; desmina negativo; EMA negativo; S100 negativo; RE negativo; RP negativo. Posteriormente, foram detectados múltiplos nódulos mamários benignos, cistos renais simples e nódulos tireoidianos benignos. Atualmente, 17 anos após o diagnóstico inicial do teratoma imaturo, a paciente encontra-se em bom estado geral, sem evidências de doença oncológica em atividade, mantendo qualidade de vida satisfatória com uso de estradiol transdérmico e vaginal para controle dos sintomas menopáusicos. O estudo faz parte de um projeto aprovado no CEP UESPI. CONSIDERAÇÕES FINAIS O teratoma imaturo de ovário é uma neoplasia rara que afeta principalmente crianças e mulheres jovens, caracterizado por ser unilateral. O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, dentre eles ultrassonografia pélvica, além de análise histopatológica e imunoistoquímica. O tratamento padrão consiste em intervenção cirúrgica, seguida de quimioterapia em casos avançados. Neste relato de caso, discutimos a taxa de sobrevida da paciente, no momento 17 anos, excedendo a média descrita na literatura, a qual é de 5 anos.

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Eixo Temático
  • ONCOLOGIA