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INTRODUÇÃO: A influenza é uma infecção viral aguda, que afeta o sistema respiratório e é de alta transmissibilidade, podendo variar de quadros leves a graves e pode levar a óbito. Foi provado que a vacinação permite, ao longo do respectivo ano, minimizar a carga e prevenir o surgimento de complicações decorrentes da patologia. No Brasil, o público-alvo das campanhas corresponde a 81.766.016 pessoas e a meta é vacinar no mínimo 90% do grupo elegível. Apesar de ofertada pelo Sistema Único de Saúde, as taxas de vacinação estão em decréscimo desde 2021 e permanecem abaixo da meta em 2023. Desse modo, a influenza ainda representa uma carga significativa para a saúde pública, afetando a qualidade de vida dos pacientes e apresentando porcentagens notáveis de morbimortalidade. OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico da influenza no Brasil, além de analisar os dados da cobertura vacinal e as taxas de mortalidade causadas pelo vírus no país. MÉTODOS: Estudo transversal, do tipo levantamento retrospectivo, de caráter descritivo e com abordagem quantificativa. Os dados analisados foram obtidos através do Departamento de Informática do Sistemas Único de Saúde (DATASUS) e são referentes ao período entre os anos 2017 e 2023. Ademais, foram analisados os informes operacionais da vacinação contra a influenza divulgados pelo Ministério da Saúde. As variáveis analisadas foram número de internações hospitalares, número de óbitos por ano, óbitos por faixa etária, óbitos por sexo e percentual da cobertura vacinal no território brasileiro. RESULTADOS: O estudo revelou que o total de internações hospitalares nos últimos 7 anos (2017 a 2023) foi de 166.869 e o ano com maior número de ocorrências foi 2022 com 35.564 internações. O total de óbitos no período foi de 8.184, sendo 2022 o ano com a maior incidência de morte com 1.901 óbitos registrados. O maior índice de mortalidade está nas pessoas com mais de 60 anos, representando 78,9% das mortes registradas no período. Além disso, observou-se que o sexo masculino possui maior incidência de óbitos, com 4.271 mortes em comparação a 3.913 óbitos no sexo feminino. Ademais, a cobertura vacinal no território brasileiro apresentou-se abaixo da meta e com significativas taxas de redução. Entre 2017 e 2019 as campanhas de vacinação contra influenza atingiram uma média de 64% do público-alvo. Ocorreu um pico de vacinação em 2020, chegando a 90% da população-alvo vacinada, porém apresentou diminuição nos últimos 2 anos, chegando a menos de 70% do grupo sendo vacinado em 2023. CONCLUSÃO: O estudo mostrou um número significativo de internações hospitalares no período e ainda um percentual alarmante de mortalidade, predominante na população idosa (78,8% dos óbitos). Além do mais, a análise revela a relação entre a redução da cobertura vacinal (abaixo dos 70% no último ano) e a significativa incidência da influenza no território nacional. Portanto, os números destacam a urgência de instigar a cobertura completa de vacinação na população-alvo no país, visando mitigar as complicações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da influenza.
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