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INTRODUÇÃO: A Doença de Parkinson (DP) é uma condição neurológica progressiva e degenerativa, que afeta o sistema nervoso central e se caracteriza por um declínio gradual das funções motoras e cognitivas. No Brasil, a notificação da DP não é obrigatória, mas estima-se que 220.000 pessoas convivam com a doença. Nos últimos anos, verifica-se um aumento considerável no número de óbitos por DP, destacando a necessidade de maior atenção para essa condição. OBJETIVO: Traçar o perfil epidemiológico de óbitos por Doença de Parkinson no Brasil. MÉTODOS: Tratou-se de um estudo retrospectivo, quantitativo, descritivo do tipo epidemiológico com recorte temporal dos anos de 2013 a 2022 no Brasil, referente aos óbitos por Doença de Parkinson, baseado em informações coletadas no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Analisou-se as seguintes variáveis: região, faixa etária, sexo e cor/raça. Os dados foram organizados e tabulados por meio do software Microsoft Excel. Para uma análise estatística dos casos de óbitos por ano, foi realizado uma regressão linear com intervalo de confiança de 95% e p<0,05 considerado estatisticamente significante. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Entre os anos de 2013 e 2022 foram registrados 41134 óbitos por Doença de Parkinson no Brasil. O ano de 2022 apresentou 5638 óbitos (13,71%), sendo este o maior número atingido dentro desse período, já o ano de 2013 teve o menor número de óbitos: 3034 (7,38%). Na análise estatística, foi possível observar uma tendência linear do aumento de casos (Y = 269,9 * X = -540318; R= 0,9605; p<0,0001). Assim, destaca-se que a mortalidade por DP a nível nacional tem demonstrado números cada vez mais expressivos. Diante da análise das regiões brasileiras, a região Sudeste apresentou maior número de óbitos: 20487 (49,81%), ao contrário da região Norte, que apontou 1442 óbitos (3,51%), menor taxa registrada dentre as regiões nesse período. Ressalta-se que a disparidade observada entre as referidas partes do Brasil está sujeita às diferenças regionais existentes, como a distribuição geográfica, os fatores ambientais e socioeconômicos, a qualidade do diagnóstico e a efetividade dos registros. Paralelamente, observou-se um maior número de mortes entre os portadores com 60 a 80 anos ou mais (40177), representando, aproximadamente, 97,67% do total de óbitos desse período, o que demonstra ser a faixa etária mais predominante nos óbitos por DP. Além disso, evidenciou-se 22717 óbitos (55,23%) no sexo masculino e 18411 (44,76%) no feminino. Sobre isso, vale destacar que a DP é mais prevalente no sexo masculino, portanto, os óbitos tendem a ser proporcionais a essa prevalência. Quanto à cor/raça, constatou-se que a maioria das mortes ocorreu na população branca, com 30013 óbitos (72,96%), enquanto a minoria ocorreu na população indígena, com 27 óbitos (0,07%). Assim, a disposição racial sugere contrastes passíveis de investigação para caracterizar, adequadamente, o perfil dos indivíduos mais expostos a tal condição. CONCLUSÃO: Os resultados comprovam o aumento progressivo de óbitos por DP nos últimos anos, sendo os maiores números registrados na região Sudeste, em pacientes na faixa etária de 60 a 80 anos ou mais, sexo masculino e cor/raça branca.
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