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INTRODUÇÃO: A neoplasia de próstata é a malignidade que representa a quinta principal causa de morte em homens no mundo. O risco desse câncer aumenta com a idade, afetando mais os homens com 70 anos ou mais. Frequentemente, muitos pacientes não fazem a prevenção ativa, buscando cuidado médico apenas após o aparecimento de sintomas, que ocorre normalmente nos estágios mais avançados. No Brasil, seu rastreio é recomendado para homens de 50 a 70 anos através do exame de antígeno prostático específico e toque retal. OBJETIVO: Analisar o perfil epidemiológico de neoplasia de próstata no estado do Piauí em idosos no período de 2019 a 2023. METODOLOGIA: Estudo retrospectivo e epidemiológico baseado em dados secundários provenientes do PAINEL-Oncologia, alimentado por diversas fontes de informação do Sistema Único de Saúde, de casos de neoplasia de próstata em idosos com mais de 60 anos notificados nos anos de 2019 a 2023 no Piauí. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Houve um total de 2580 casos de neoplasia maligna de próstata em idosos no Piauí entre 2019 e 2023. Observa-se uma variação significativa no número de casos ao longo desses anos, com uma redução de 43,11% entre 2019 e 2020, seguida por um aumento de 48,44% entre 2020 e 2021. A faixa etária mais frequente foi 70-74 anos (n=587, 25,68%), seguido por 65-69 anos (n=540, 23,62%), 75-79 anos (n=490, 21,43%), 60-64 ano (n=357, 15,62%) e mais de 80 anos (n=312, 13,65%). Quanto aos municípios onde os diagnósticos foram realizados, foram identificados apenas dois: Teresina (n=2070, 90,55%) e Parnaíba (n=216, 9,45%). Sobre a modalidade terapêutica, a quimioterapia (n=1306, 57,13%) foi a mais frequente. Sobre o estadiamento, 24,23% eram estágio 4, seguido pelo estágio 3 (21,83%), enquanto 36,13% dos casos não houve especificação. CONCLUSÃO: As variações significativas dos casos de neoplasia maligna de próstata em idosos no Piauí entre 2019 e 2020, seguida por um aumento entre 2020 e 2021 indicam relação com as mudanças nos padrões de rastreamento e influência da pandemia de COVID-19. Em relação à faixa etária, é imprescindível destacar a necessidade de políticas de saúde focadas em grupos etários específicos para melhorar o rastreamento. Na análise geográfica, torna-se evidente a centralização dos serviços de saúde na capital e a limitação do acesso em outras áreas do estado. Os estágios dos casos diagnosticados mostraram uma predominância de estágios avançados. Além disso, 36,13% dos casos não tiveram o estadiamento especificado, indicando a necessidade de melhorar a precisão diagnóstica e o planejamento terapêutico. Em conclusão, este estudo sublinha a importância de aprimorar as estratégias de rastreamento e diagnóstico precoce, descentralizar os serviços especializados e melhorar a documentação clínica. Essas ações são essenciais para um manejo mais eficaz do câncer de próstata em idosos no Piauí, promovendo uma abordagem mais equitativa e eficiente no combate a essa doença.
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