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INTRODUÇÃO: Os casos de câncer de próstata no Brasil aumentaram significativamente na última década. Caracteriza-se pela proliferação celular descontrolada na região do epitélio pseudoestratificado da região. Existem três subtipos de células: luminais, basais e neuroendócrinas, o que acomete a camada luminal é o mais agressivo. As medidas de rastreio são essenciais para um bom prognóstico, pois o diagnóstico precoce favorece o sucesso no tratamento e aumenta as chances de remissão. OBJETIVOS: Estudar a epidemiologia dos óbitos por neoplasia de próstata no Brasil em uma década. MÉTODOS: Estudo epidemiológico descritivo, ecológico, de série temporal, do período de 2012 a 2021, que utilizou dados secundários do Sistema de Informações do SUS- TABNET/DATASUS- Sistema de Informações sobre Mortalidade-SIM/Ministério da Saúde, Brasil. As variáveis selecionadas para estudo foram: Brasil; Regiões: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro Oeste; Óbitos por Residência; Ano do Óbito; Faixa etária; Sexo; Cor/raça; Escolaridade; Estado Civil; Local de Ocorrência; Categoria CID-10: C61-Neoplasia Maligna da Próstata. Os dados foram importados para o Excel, e analisados estatisticamente no programa Bioestat 5.3. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Ocorreram n= 149789 óbitos por neoplasias da próstata, no Brasil, de 2012 a 2021, configurando 3° lugar em mortalidade por neoplasias em nosso país. Demonstrou tendência crescente constante de mortalidade, com discreta redução em 2020, progressiva ascensão em 2021, com média=14978,9(±1002,18) e Coeficiente de Variação(CV)=6,69%. Quanto às regiões: Sudeste: n=63505 óbitos; Nordeste: n=41659; Sul: n=25483; Centro-Oeste n=10715; Norte n=8427. Raça/cor: branca: n=76426(51%); parda: n=51653(34%); preta: n=15255 (10%); amarela: n=958(1%); indígena: n=243 (< 1%) e ignorada:n=5254 (4%). Faixas etárias: óbitos aumentaram a partir dos 50 a 59 anos, e crescimento elevado para as faixas etárias subsequentes, com ápice na faixa etária dos 80 anos e +. Escolaridade: mais frequentes:1 a 3 anos de estudo: n= 40135(27%); nenhuma escolaridade: n=29039(19%) e 4 a 7 anos: n=28149(19%). Estado civil: casados (n=80335); viúvos (n=29087) e solteiros (n=17125). Local de ocorrência: hospital: n= 101510(68%), domicílio: n= 39744(27%). As disparidades socioeconômicas entre as macrorregiões do país podem ser a principal causa de distribuição desigual das taxas de mortes por esta doença, em nosso país. As regiões mais populosas têm maiores índices de mortalidade. Os óbitos foram bastante significativos acima de 80 anos. É importante destacar, ainda, a fragilidade da saúde destes pacientes que podem cursar com outras comorbidades associadas. A raça branca foi mais afetada, com variabilidade entre regiões, conforme perfil demográfico brasileiro. Contudo, a literatura, até então, apontava a raça negra como a mais afetada pela doença e também a com maiores índices de mortalidade em decorrência da desigualdade de acesso a tratamento. Os resultados apontam que quanto menos tempo dedicado ao estudo, mais letal é a doença. CONCLUSÃO: O câncer de próstata é uma doença que ainda mata muito em nosso país, sendo uma doença exclusiva do sexo masculino. Quando tratado precocemente, tem prognóstico favorável. Portanto, tal mortalidade evidencia a necessidade de melhorias em saúde pública, a fim de efetivar o diagnóstico e tratamento precoces e, assim, reduzir óbitos por neoplasia maligna da próstata.
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