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Resumo

INTRODUÇÃO: A dengue é uma doença infecciosa, causada por vírus e transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Essa enfermidade possui sinais e sintomas como: febre alta, dores musculares intensas, dor retro-ocular e manchas vermelhas pelo corpo; causados pela produção de citocinas pró-inflamatórias. Em casos mais graves, podem ocorrer hemorragias devido à diminuição das plaquetas. A Organização Pan-Americana da Saúde revelou um aumento de três vezes mais casos de dengue na América Latina no primeiro trimestre de 2024, indicando o Brasil como o principal afetado por esse grave problema de saúde pública. OBJETIVOS: Analisar o perfil epidemiológico da prevalência da dengue no Estado do Piauí entre os anos de 2020 a 2024. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico de caráter quantitativo e descritivo. Os dados foram obtidos a partir do Sistema de Notificação de Agravos Notificáveis (SINAN), Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informação Hospitalar (SIH); que se encontram na plataforma DataSUS-TabNet. Utilizou-se as variáveis: sexo, faixa etária, raça, ano 1º sintoma(s), mês 1⁰ sintoma(s), mortalidade, internação, Unidade Federativa e Região. RESULTADOS E DISCUSSÃO: No intervalo de 2020 até a 23ª semana epidemiológica de 2024 ocorreram 942.779 casos prováveis de dengue no Nordeste, sendo 314.115 (33%) somente no primeiro semestre de 2024. O Piauí evidenciou 56.996 casos durante todo o período e apenas o ano de 2022 concentrou 31.601 (55,4%). No Estado, o sexo de maior prevalência foi invariavelmente o feminino, o qual tende a buscar mais os serviços de saúde, com 31.824 registros (55,8%). A raça mais acometida foi a parda, pois constitui a maior parcela étnica no estado, com um total de 37.685 ocorrências (66,1%). A faixa etária de 20-39 anos apresentou a maior incidência com 22.067 (38,7%) casos, seguido do intervalo de 40-59 anos com 12.864 (22,5%). A maioria evoluiu com cura (67,5%) e sem a ocorrência de hospitalizações (69,6%). Ademais, observou-se que a mortalidade por dengue no Piauí correspondeu a 0,035% do total de óbitos do Estado, 4ª maior proporção do Nordeste; enquanto que as internações por dengue apresentaram um percentual de 0,38% do total de internações na Unidade Federativa - alcançando a maior taxa do Nordeste. Em relação aos casos segundo o mês do 1° sintoma(s), verificou-se a prevalência entre os meses de fevereiro a junho, com 49.519 (86,8%) episódios. CONCLUSÃO: Portanto, o perfil epidemiológico da dengue no Piauí tem prevalência em: mulheres, pessoas da raça parda e indivíduos de 20 a 59 anos. Apesar da maior parcela de acometidos ter evoluído para cura e não necessitar de hospitalização, o percentual de óbitos apresentou-se elevado, correspondendo ao quarto maior do Nordeste, e a taxa de hospitalizações por dengue evidenciou-se a maior da Região. Esses dados revelam um agravamento na saúde pública que gera custos ao Estado, os quais poderiam ser reduzidos com um maior enfoque na prevenção, por meio da intensificação de campanhas de conscientização e de vigilâncias epidemiológicas durante os meses com maior incidência na unidade federativa - fevereiro a junho.

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Eixo Temático
  • EPIDEMIOLOGIA