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INTRODUÇÃO: A Doença de Parkinson (DP) é uma patologia neurodegenerativa progressiva caracterizada por sintomas motores e não-motores, que em conjunto afetam a qualidade de vida dos pacientes em diversos aspectos, incluindo comprometimento mental e emocional. OBJETIVO: avaliar a percepção de bem-estar emocional (DBE) e de estigma (DE) em pacientes com DP e compará-los entre os sexos. MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa observacional, do tipo transversal e descritiva com abordagem qualitativa, aprovada pelo comitê de ética em pesquisa sob o CAAE nº: 30456720.2.0000.5209. Foram coletados, em um ambulatório de distúrbios do movimento em Teresina-PI, dados de idade, sexo, tempo de doença e aplicado o PDQ-39 na versão validada para o português brasileiro, com análise focada no DBE e DE. A análise foi feita a partir de um programa específico e os resultados apresentados em valor absoluto, porcentagem e em média±desvio padrão. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram entrevistados 93 pacientes, dos quais 59 (63,4%) são do sexo masculino e 34 (36,5%) do sexo feminino, com idade predominante entre 65 e 74 anos (41,9%) e a maioria com duração de doença entre 5 e 10 anos (44,1%). Sobre o DBE e o DE do PDQ-39, sem distinção de gênero, as médias±desvio padrão apresentados, respectivamente, foram 54,2 ± 29,6 e 37,4±33,5. Quanto mais próximo a zero, melhor a qualidade de vida do paciente no domínio estudado. Ao avaliar isoladamente, nas mulheres o DBE apresentou 67,1±27,6 e o DE 43,1±34,2, enquanto para os homens os valores encontrados foram 46,8±28,3 e 34,1±32,9, respectivamente. Além disso, os dados demonstram que apenas 23,5% do sexo feminino esteve com a pontuação no DBE abaixo de 50, enquanto no sexo masculino essa porcentagem foi de 55,9%. Para o DE, o padrão segue igual: 17,6% das mulheres e 30,5% dos homens tiveram pontuação zero. A qualidade de vida dos pacientes com DP é afetada por inúmeros fatores intrínsecos a patologia e aos efeitos dessa na sua vida social. O DBE avalia subjetivamente se a pessoa se sentiu depressiva, isolada, triste ou chorosa, magoada, ansiosa e preocupada com o futuro, já o DE questiona sobre a relação do indivíduo com a sociedade, sobre sentimentos de que deveria esconder a doença, preocupação com a reação de outras pessoas a si e ações como em evitar comer ou beber em público. Nesse estudo é evidente que esses domínios são afetados, principalmente no sexo feminino e em maior parte no bem-estar emocional, denotando que a percepção do paciente quanto a sua saúde se encontra debilitada. Mesmo em sua maioria apresentando o tempo de doença moderado é notório que o comprometimento mental/emocional para os pacientes já é presente, o que impacta diretamente na sua qualidade de vida. CONCLUSÃO: Desse modo, o estudo tornou evidente que os pacientes com DP apresentam comprometimento psicológico significativo além dos motores visíveis. Além disso, apresenta que há diferenças na intensidade e na apresentação dos impactos mentais e emocionais a depender do sexo do paciente.
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