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INTRODUÇÃO: Segundo a OMS, o óbito materno é por definição a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez, devida a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela, porém não devida a causas acidentais ou incidentais¹.OBJETIVO: Analisar os casos de mortalidade materna por causas diretas e indiretas no Brasil, no período de janeiro 2013 a dezembro de 2022. METODOLOGIA: Estudo epidemiológico, documental, quantitativo e retrospectivo dos casos de óbitos maternos por causas diretas e indiretas no Brasil, no período de 2013 a 2022. Os casos foram retirados do SIM – DATASUS e as variáveis de interesse do estudo foram: região e subcategoria maternas de óbito. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Nesse período, o Brasil apresentou 18.150 mortes maternas, com uma média anual de 1.815 casos/ano, sendo 59,9% (10.880) por causas obstétricas diretas, com uma média anual de 1.088 casos/ano, 36,9% (6.709) por indiretas com uma média anual de 670,9 casos/ano, e 3,0% (557) não especificadas com uma média anual de 55,7 casos/ano. Destes casos 14,0% (2.566) ocorreram na região Norte, 31,95% (5.800) na região Nordeste, 35,7% (6.482) na região Sudeste, 9,5% (1.725) na região Sul e 8,5% (1.557) na região Centro-Oeste. No grupo de subcategorias maternas, as 5 maiores causas de óbito foram complicações por doenças infecciosas e parasitárias maternas classificáveis em outra parte (13,6%); Eclâmpsia (8,44%%); Pré eclâmpsia (6,85%); Hemorragia pós-parto (6,05%) e (7,15%) e complicações por doenças do aparelho circulatório. Estudar os fatores relacionados a esta situação faz-se essencial para a formulação de estratégias de gestão e planejamento, já que o número de mortes maternas de um país constitui um excelente marcador de sua realidade social, estando inversamente relacionado ao grau de desenvolvimento humano.¹ CONCLUSÃO:Ao analisar os dados obtidos percebe-se que, a mortalidade materna é um importante problema de saúde pública no Brasil, com concentração dos óbitos na região Sudeste e Nordeste e por causas obstétricas diretas, principalmente por complicações das doenças infecciosas parasitárias, por eclâmpsia, pré-eclâmpsia, hemorragia pós-parto e complicações de doenças do aparelho circulatório. Nessa perspectiva, percebe-se um grande número de óbitos evitáveis, expondo a fragilidade das políticas públicas de saúde em relação às gestantes.
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