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INTRODUÇÃO: A vitamina parece ter efeitos benéficos no controle glicêmico no diabetes mellitus. Trata-se de um esteroide que desempenha importante papel no metabolismo do cálcio e fósforo, além de apresentar também ação antimicrobiana, anti-inflamatória e imunomoduladora. OBJETIVO: Avaliar os efeitos da suplementação com vitamina D sobre marcadores de função hepática e de atividade antioxidante em animais com diabetes experimental. MÉTODOS: O estudo experimental foi realizado com 35 Rattus norvegicus, machos, com idade entre 08 e 12 semanas e peso corporal variando de 250 a 300 g, distribuídos em um grupo de animais normais e quatro grupos de animais diabéticos (n=7/grupo). O diabetes foi induzido por administração intraperitoneal de estreptozotocina (STZ) 50 mg/kg em tampão citrato pH 4,5. Os animais do grupo controle normal (CN) receberam tampão citrato no momento da indução. Após confirmação do DM (glicemia capilar de jejum ≥ 250 mg/dL três dias após a indução), os animais diabéticos foram distribuídos aleatoriamente em quatro grupos e tratados durante 4 semanas: Grupo controle diabético (CD) - animais diabéticos, não tratados; grupo insulina (INS): animais diabéticos tratados com insulina NPH 6 UI/dia por via subcutânea; grupo vitamina D 0,25 µg/kg (VD0,25): animais diabéticos tratados com vitamina D 0,25 µg/kg e grupo vitamina D 0,50 µg/kg (VD0,50) por via oral. A análise estatística foi realizada por Análise de Variância (ANOVA) seguida de pós-teste de Tukey. O projeto de pesquisa foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais da UFPI (734/2022). RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os grupos tratados com vitamina D nas doses de 0,25 e 0,50 µg/kg, quando comparados a CD, apresentaram valores médios de glicemia capilar em jejum significativamente menores (CN: 97,14 ± 3,22; CD: 487,90 ± 17,02; INS: 418,40 ± 22,35; VD0,25: 391,40 ± 30,83; VD0,50: 372,30 ± 34,07). Não houve diferenças entre os grupos quanto aos valores de peso relativo do fígado e de transaminase oxalacética (TGO) e transaminase pirúvica (TGP). Em relação a atividade antioxidante no fígado, o grupo VD0,25 apresentou atividade da enzima catalase (CAT) significativamente maior que CD (CN: 225,40 ± 23,22; CD: 103,50 ± 17,43; INS: 199,90 ± 14,83; VD0,25: 211,40 ± 21,00; VD0,50: 166,10 ± 24,58), sem diferenças quanto a atividade da superóxido dismutase e conteúdo de grupamentos sulfidrílicos não proteicos. CONCLUSÃO: A suplementação com vitamina D durante quatro semanas, nas doses utilizadas, reduziu a glicemia e não interferiu com os marcadores de função hepática, mas melhorou o sistema de defesa antioxidante, evidenciado pelo aumento da atividade da catalase.
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