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INTRODUÇÃO: Segundo o Relatório Anual do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todas as regiões do Brasil, com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste, ficando atrás somente dos tumores de pele não melanoma. É importante destacar que existe uma relação entre a obesidade e o câncer de mama, já que a obesidade não só aumenta o risco de câncer de mama com receptor de estrógeno positivo pós-menopausa, como também aumenta o risco de recorrência e de morte associada a esse tipo de câncer (Bhardwaj et al., 2019). Ainda, os estrogênios podem, no câncer de mama, resultar em mudanças na expressão gênica que regula o crescimento, a diferenciação, a apoptose e a angiogênese, favorecendo a tumorigênese (Bhardwaj et al., 2019). OBJETIVOS: Analisar a correlação entre a incidência da neoplasia maligna de mama e a obesidade no Brasil, a nível regional, entre os anos de 2014 a 2023. METODOLOGIA: Estudo epidemiológico ecológico analítico, com dados secundários de neoplasia maligna de mama coletados na plataforma DATASUS/TABNET e de obesidade coletados no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional. As variáveis analisadas foram: a incidência, por 100000 habitantes, da neoplasia maligna da mama em adultos (20 a 59 anos) e a porcentagem da população adulta (20 a 59 anos) com obesidade, ambas levando em conta a região de residência e o ano de atendimento (de 2014 a 2023). O software GraphPad Prism 10.2.3 foi utilizado para a análise estatística, composta de Regressão Linear Simples. RESULTADO E DISCUSSÃO: A obesidade e o câncer de mama em cada região, apresentaram correlação estatisticamente significativa (p<0,05) para a população adulta, assim como apontado por estudos na área oncológica, que demonstraram o Índice de Massa Corporal (IMC) como um fator de risco para o prognóstico de carcinoma mamário. A análise encontrou valores para o Coeficiente de Determinação (R²) mais expressivos nas Regiões Norte (89,58%) e Nordeste (88,74%), indicando uma forte associação entre a taxa de obesidade e a incidência de neoplasia mamária, enquanto a Região Sul (66,18%) apresentou a menor força de relação entre a obesidade e a neoplasia mamária. Quanto ao coeficiente angular da reta (β), que diz respeito à taxa de variação do câncer de mama para cada unidade na porcentagem de obesidade, todas as regiões apresentaram um coeficiente positivo. Dentre estes, a Região Nordeste destacou-se pelo maior valor (β = 1,36), sugerindo um aumento mais expressivo do câncer de mama em indivíduos com obesidade nesta região, ao passo que as Regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram o coeficiente menos acentuado (β = 0,63). CONCLUSÃO: Frente aos dados encontrados nos resultados, é notório que a obesidade é um fator que predispõe o desenvolvimento de câncer de mama, indicando expressiva correlação entre tais enfermidades. Assim, é evidente a importância de ações públicas no controle da obesidade, como medida para a redução da incidência de câncer de mama nas diferentes regiões do País.
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