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INTRODUÇÃO: A obesidade é um importante fator de risco para a aterosclerose, pois o excesso de peso eleva os níveis de LDL e triglicerídeos, promovendo o acúmulo de placas de gordura nas artérias. Isso leva ao endurecimento das paredes arteriais e aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Assim, controlar o peso e manter níveis saudáveis de lipídios no sangue são medidas essenciais para a prevenção da aterosclerose. OBJETIVOS: Analisar a correlação entre as internações por aterosclerose e obesidade no Brasil a nível regional. MÉTODOS: Estudo epidemiológico ecológico analítico, com dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS, e, para os casos de obesidade, do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional. As variáveis analisadas foram: taxa de internações de adultos por aterosclerose por 100.000 habitantes, porcentagem da população adulta (20 a 59 anos) com obesidade, região de residência e ano de atendimento (de 2014 a 2023). O software GraphPad Prism 9.3.0 foi utilizado para a análise estatística, composta de Regressão Linear Simples. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A análise mostra que as regiões Nordeste (p=0,0014 , R²=0,7410), Sudeste (p=0,0017 , R² = 0,7283) e Centro-Oeste (p=0,0013 , R²=0,7451) apresentaram correlação significativa (p<0,05) e altos valores de R². A região Norte (p=0,1128, R²=0,2839) e a região Sul (R²=0,02445 , p=0,6662) não apresentaram correlação estatisticamente significativa. Quanto à análise dos coeficientes angulares (β) das regiões que apresentaram correlação, todos foram positivos, variando de 0,81 (Nordeste) a 1,01 (Sudeste). Os resultados revelam uma correlação positiva significativa entre obesidade e aterosclerose nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil na última década, indicando que o aumento da obesidade está associado ao aumento das internações por aterosclerose nessas áreas. As regiões Norte e Sul não apresentaram correlação significativa, sugerindo a influência de outros fatores regionais. CONCLUSÃO: Esses achados ressaltam a importância de estratégias de saúde pública direcionadas para a prevenção e controle da obesidade, especialmente nas regiões com correlação significativa, para reduzir a incidência de aterosclerose. Além disso, há uma disparidade regional na correlação das variáveis, sendo forte e significativa no Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, mas não no Norte e Sul. Isso sugere a necessidade de abordagens regionais diferenciadas para políticas e intervenções, levando em conta os fatores específicos que influenciam cada região.
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