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INTRODUÇÃO: A sífilis gestacional e congênita representa um desafio significativo para a saúde pública no Brasil quando sua magnitude tem sido crescente apesar das recomendações das Políticas de prevenção e controle do Ministério da Saúde. Nesse sentido, é uma Infecção Sexualmente Transmitida e pode ser de transmissão vertical. Torna-se fundamental um diagnóstico precoce e tratamento adequado para evitar complicações para as gestantes e desfechos desfavoráveis incluindo: aborto espontâneo, morte fetal e diversas manifestações clínicas no recém-nascido. Assim, estratégias eficazes de educação, testagem e tratamento são fundamentais para mitigar o impacto dessa doença na população brasileira. OBJETIVOS: Caracterizar as gestantes em assistência ao pré-natal e fatores associados a transmissão vertical. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal analítico, realizado entre novembro de 2023 a janeiro de 2024. Participaram 165 gestantes que recebiam assistência em duas maternidades públicas de uma capital do nordeste brasileiro. Utilizou-se um instrumento validado para coleta de dados, contendo questões sobre características sociodemográficas, comportamento sexual, conhecimento e atitudes sobre a transmissão vertical da sífilis. Para investigar a associação do conhecimento e atitudes, foi empregado o teste Qui-quadrado, levando em consideração o nível de significância p<0,05. O estudo atendeu os aspectos éticos número 54993521.0.0000.521. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Do total de 165 participantes, a maioria tinha menos de 30 anos de idade, atingindo de forma peculiar o auge da faixa etária reprodutiva da mulher. Em relação a escolaridade variou de mais de 9 anos de estudo, até o ensino médio. Outros estudos relacionam a baixa escolaridade com prevalência maior de sífilis gestacional, sendo também um importante fator de risco para exposição a outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), corroborando a esses dados que 43% delas, não usaram preservativo durante a primeira relação sexual e 125 mulheres afirmaram não fazer uso durante a relação sexual. O estudo mostrou que a maioria das gestantes eram não brancas e ainda são mulheres que dependem de programas governamentais de distribuição de renda, destacando-se 40%. No quesito acesso ao serviço de saúde, foi possível verificar que 87,3% não receberam o diagnóstico de sífilis durante o pré-natal, e que 74,5% desconheciam o perfil sorológico do parceiro. A pesquisa mostrou ainda que a maioria das gestantes informaram que uma pessoa pode ser infectada com sífilis por não usar preservativo nas relações sexuais e que pode ser transmitida da mãe para o bebê. CONCLUSÃO: O estudo mostrou que fatores associados a uma exclusão social, como renda baixa e escolaridade inferior, estão associados para persistência e manutenção dos altos índices de transmissão vertical da sífilis. E, dessa forma pode-se inferir que é necessário reunir esforços por todos os profissionais de saúde para um diagnóstico precoce e tratamento eficaz da sífilis em gestantes, para proteger a saúde das mulheres e reduzir a transmissão vertical por sífilis.
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