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INTRODUÇÃO: O estragol é um constituinte químico da classe dos fenilpropanoides, presente em espécies vegetais como Ravensara anisata, Ocimum basilicum e Croton zehntneri. Estudos realizados identificaram ações como proteção gástrica, antibacteriana, contrátil do músculo esquelético, ansiolítica e inibição da produção de mediadores anti-inflamatórios. OBJETIVO: Avaliar a ação analgésica e anti-inflamatória do estragol. MÉTODOS: Esse estudo foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA/UESPI) com número 016632/2022-86. Utilizaram-se camundongos albinos (Mus musculus), variedade Swiss, adultos, machos, pesando entre 20 e 30g, n=6/grupo, divididos nos grupos: (1) controle negativo que recebeu 0,1 mL/10g/animal de solução fisiológica 0,9%, via oral, (2) controle positivo que recebeu morfina (10 mg/kg, via subcutânea), (3) grupos teste que receberam o estragol nas doses de 30, 60 e 120 mg/kg, via oral. Foi realizado o teste de formalina, induzida pela administração intraplantar de formalina 2%, em que se contabiliza o tempo de lambida da pata em que foi aplicada a formalina durante 30 minutos, sendo 5 minutos iniciais (fase aguda ou de dor nociceptiva), seguidos de 15 minutos de baixa atividade em que o tempo de lambida não é contabilizado e 10 minutos finais (fase crônica ou inflamatória). Os dados foram analisados utilizando One-Way ANOVA, seguido do pós-teste de Tukey, com significância de 5%. RESULTADOS: Na fase aguda do teste as doses de 30mg/kg (25,43±8,046), de 60mg/kg (24,86±8,021) e de 120mg/kg (17,66±6,729) apresentaram redução no tempo de lambida quando comparadas ao controle negativo (60,25±18,31), com p<0,05. Na fase crônica, todas as doses também mostraram uma redução significativa quando comparadas ao controle negativo (67,05±23,34), sendo as doses de 30mg/kg (2,22±3,915), dose de 60mg/kg (5,638±11,47) e dose de 120mg/kg (0,0±0,0). DISCUSSÃO: Os resultados deste estudo sugerem que o estragol tem potencial analgésico e anti-inflamatório, evidenciado pela significativa redução no tempo de lambida em camundongos durante o teste da formalina. Tanto na fase aguda quanto na fase crônica, todas as doses de estragol administradas (30, 60 e 120 mg/kg) mostraram-se eficazes quando comparadas ao controle negativo, sugerindo que o estragol possui propriedades que podem atenuar tanto a dor imediata quanto a dor persistente. A significativa redução no tempo de lambida observada nas doses de estragol em comparação com o controle negativo (solução salina) corrobora a hipótese de que o estragol possui propriedades analgésicas. A fase aguda, caracterizada pela resposta inicial à dor, mostrou reduções consistentes com todas as doses de estragol, indicando uma eficácia dose-dependente. A fase crônica, associada à inflamação e dor persistente, revelou reduções ainda mais pronunciadas, particularmente na dose de 120 mg/kg, que eliminou completamente a resposta de lambida. CONCLUSÃO: O presente estudo sugere que o estragol tem um potencial considerável como agente analgésico e anti-inflamatório. Embora os resultados sejam promissores, estudos adicionais são necessários para investigar os mecanismos de ação do estragol.
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