AUTONOMIA FEMININA E SAÚDE EM MEIO À VULNERABILIDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA

vol 4,2024 - 196026
Tema livre oral
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Resumo

INTRODUÇÃO: O bem-estar das mulheres em situação de vulnerabilidade é comprometido pelo acesso limitado aos serviços de saúde. Com isso, faz-se necessário implementar projetos abrangentes de educação e promoção em saúde, que visam não só fornecer informações sobre práticas de autocuidado, mas também fortalecer a autonomia das mulheres, capacitando-as para tomar decisões informadas sobre sua saúde. OBJETIVOS: Relatar as experiências de discentes do curso de medicina da Universidade Federal de Parnaíba na participação de projeto de extensão universitária. MÉTODOS: O trabalho consiste em um relato de experiência baseado na participação de alunos no projeto de extensão “Saúde da mulher: garantia ao acesso digno e integral à saúde para mulheres em situação de vulnerabilidade”. O projeto foi aplicado na cidade de Parnaíba entre Agosto/2023 e Julho/2024, na “Penitenciária Mista de Parnaíba”, “Casa das Samaritanas” e “Associação de Catadoras de Marisco”, tendo como público alvo mulheres em situação de vulnerabilidade social. As atividades desenvolvidas consistiram em rodas de conversa, palestras ou dinâmicas interativas, abordando temas sobre autocuidado selecionados conforme relevância para a população em questão, os quais incluem higiene pessoal e métodos contraceptivos; câncer de mama e de colo de útero; e violência doméstica e psicológica. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O projeto proporcionou uma imersão em múltiplas realidades de mulheres em vulnerabilidade durante a aplicação das ações de extensão. A partir disso houve um aprendizado prático sobre os espectros de saúde e doença e sobre as diferentes dificuldades enfrentadas por essas mulheres em cada um dos dispositivos visitados. Durante as ações percebeu-se diversos níveis de interesse das mulheres em relação às atividades propostas. A maioria apresentava uma participação ativa, porém, uma parte demonstrou receio em interagir e ser julgada pelas suas dúvidas e uma minoria revelou um total descaso por qualquer tipo de integração. Além disso, percebeu-se que as rodas de conversas, palestras e oficinas, por exemplo, eram fontes de expressão dos pensamentos dessas mulheres à medida que elas podiam compartilhar suas dúvidas e dividir suas visões sobre o tema. Sob essa perspectiva, nota-se que o projeto teve impacto tanto na vida dessas mulheres, que tiveram a oportunidade de compreender a importância do autocuidado e da manutenção da saúde nas suas vivências, quanto nos discentes, no que diz respeito à construção de uma visão ampla sobre o papel do profissional de saúde no cotidiano das pessoas. CONCLUSÃO: O projeto de extensão demonstrou fundamental importância para a democratização das informações sobre a saúde da mulher para a comunidade em situação de vulnerabilidade social. Por meio de diferentes atividades interativas foi possível criar um espaço de diálogo aberto que beneficiou tanto a comunidade quanto os discentes envolvidos. Dessa maneira, enquanto as mulheres aprendiam sobre autocuidado e saúde feminina, os estudantes participantes puderam adquirir conhecimento e compreensão, o que contribui significativamente para a formação de profissionais de saúde mais empáticos e humanizados. Logo, a continuidade de projetos sociais como esse é essencial para a formação dos acadêmicos, assim como para o fortalecimento da saúde comunitária.

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