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INTRODUÇÃO: O Brasil é marcado por profundas diferenças sociais e territoriais, o que possibilita a existência de enfermidades que atingem mais determinadas populações, como pessoas em áreas de maior vulnerabilidade social. As chamadas doenças de determinação social (DDS) representam obstáculos importantes para a saúde pública no Brasil. Apesar dos esforços para a construção de conhecimento, prevenção e controle, agravos como dengue, hanseníase, doença de Chagas, tuberculose e leishmaniose ainda seguem presentes e estigmatizados na sociedade. Nesse contexto, torna-se pertinente a realização de intervenções de tradução e disseminação do conhecimento científico sobre essas doenças para a população brasileira. OBJETIVOS: Descrever a experiência de discentes e pesquisadores do curso de medicina e enfermagem da Universidade Federal do Piauí na execução de uma ação de pesquisa universitária. MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência elaborado a partir da participação nas atividades do projeto de pesquisa “Construção de Mapas de Evidências para Doenças de Determinação Social: Arboviroses, Hanseníase e Doença de Chagas como Subsídio para Políticas de Saúde no SUS”. As atividades foram direcionadas ao público em geral e também adaptadas ao público infantil, sendo realizadas durante o 22º Salão do Livro do Piauí nos seguintes formatos: teatro de bonecos, pintura de desenhos, stand de monóculos e exposição de arte. Os temas abordados foram doenças negligenciadas: Doença de Chagas, Tuberculose, Hanseníase, Arboviroses e Leishmaniose. As atividades ocorreram do dia 08 de junho de 2024 ao dia 16 de junho de 2024. RESULTADOS E DISCUSSÕES: O teatro de bonecos e a pintura dos desenhos foram utilizados como meios didáticos para chamar a atenção do público infantil, aproveitando esses momentos para a transmissão adaptada de conceitos fisiopatológicos, manifestações clínicas, tratamento e aspectos culturais envolvendo os agravos negligenciados. O stand de monóculos possuía fotos dos agentes etiológicos e dos vetores de algumas DDS, com monitores apresentando informações sobre os agravos, o que despertava a curiosidade do público em geral. Além de aspectos fisiopatológicos, também foi abordada a temática social por meio da expressão artística, com a exposição de pinturas, desenhos e poesias, na tentativa de sensibilizar acerca do estigma social vivenciado por pessoas acometidas pela Hanseníase. Durante as atividades, percebemos o interesse das pessoas sobre a Dengue e o desconhecimento delas acerca dos outros agravos, principalmente sobre Leishmaniose. Na perspectiva dos acadêmicos, o projeto permitiu o desenvolvimento da prática de comunicação, empatia e engajamento comunitário. CONCLUSÃO: A atividade demonstrou-se relevante ao aproximar diferentes faixas etárias do conhecimento científico sobre as doenças de determinação social e ao utilizar a educação em saúde e a arte como possíveis ferramentas para a promoção da saúde. Com isso, a ação também possibilitou o fortalecimento das relações entre a comunidade acadêmica e a sociedade.
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