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Curricularização do silêncio: gritos e sussurros em práticas de educação escolar quilombola.

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O artigo trata da relação entre currículo e formação de professores em escolas quilombolas, tendo como campo unidades escolares do Território do Sisal, interior da Bahia. O intuito é problematizar questões relacionadas à educação e relações raciais em práticas curriculares, especialmente aquelas se evidenciam pelo silêncio na documentação escolar. Para tanto, buscou-se abordar qualitativamente entrevistas, livros de atas e fotografias, para alinhavar fios que despontaram em situações distintas, evidenciando fazeres curriculares que rasuram construções identitárias em torno do ser quilombola. O relato chama à atenção para os limites do debate sobre currículo na educação escolar quilombola, quando o foco volta-se apenas para a inclusão de conteúdos. Propõe tratar a diferença pelo viés pós-colonial e pós-estruturalista, considerando as práticas curriculares em oblíquas tramas de poder, nas quais o ser quilombola desliza cotidianamente.