Crise migratória ou crise de humanismo?
Esta deveria ser uma época em que, graças aos fluxos económicos e à força das redes sociais, se esbateriam fronteiras políticas, culturais e territoriais, numa comunhão de experiências e de humanidade. No entanto, como costuma suceder em tempos de crise, não apenas essas fronteiras tendem a acentuar-se, como também se desmaterializam e se implantam no espírito humano. A primeira fronteira, e a que sustenta todas as outras, encontra-se aí, na nossa mente. É por aí que deve começar o nosso combate. Na nossa consciência. Quem migra, fá-lo na esperança de uma vida melhor. Deveria bastar-nos esta razão.
Mas quando isso não é suficiente temos uma outra arma: a educação. Apenas por ela se pode garantir a integração e a prevenção da radicalização. Não é possível, neste momento na Europa, falarmos de migração excluindo a segurança. Até porque há um número crescente de jovens radicalizados com um papel confirmado no extremismo violento.