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A prova de carga estática instrumentada em profundidade fornece a curva carga-recalque medida diretamente no topo e possibilita as estimativas das funções de transferência de carga do fuste e da ponta. O trabalho apresenta a aplicação prática do Modelo de Coyle e Reese (1966) para validar essas estimativas, através de 2 casos de obras, envolvendo 5 estacas escavadas de grande diâmetro e comprimentos variando entre 20 e 34m, aproximadamente. Para as cinco estacas estudadas, as curvas carga-recalque calculadas através do Modelo de Coyle-Reese (1966) resultaram concordantes às medidas diretamente no topo, devido à correta estimativa das funções de transferência de carga através dos dados da instrumentação em profundidade. Finalmente, como o Modelo de Coyle-Reese (1966) possibilita a introdução de parâmetros variáveis para o diâmetro e o módulo de elasticidade da estaca e para as espessuras das camadas do subsolo, fica aberta a possibilidade de seu uso para outras estacas da mesma obra, não submetidas a provas de carga instrumentadas.
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